Fotografias de Susana Paiva
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11.8.12
9.8.12
INSTALAÇÃO | Gatões - Fábrica de Descasque de Arroz 1 a 9 de 9 | Susana Anágua
Vídeo e montagem de Hugo Barbosa e Pamela Gallo
6.8.12
Nova criação de Dinis Machado no Citemor
Texto de Cláudia Teixeira
“Black Cats Can See In The Dark But Are Not Seen” foi apresentada em Berlim, onde a equipa artística esteve em residência, e tem antestreia marcada em Montemor-o-Velho para os dias 7 e 8 de Agosto
(fotografia de Marta Simões)
Amanhã, 7, e quarta-feira, 8, Dinis Machado apresenta a antestreia de “Black Cats Can See In The Dark But Are Not Seen”, a única obra co-produzida com o Citemor com residência artística, tendo esta decorrido em Berlim, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian. O espectáculo constitui “um trabalho para três performers em acção para construir um único corpo”. “Através da sua relação com os materiais mais precários eles constroem dispositivos e olhares provisórios, num espaço onde o corpo enquanto elemento metabólico fundamental, se revela a si mesmo enquanto fonte primeira de desejo, vontade, possibilidade e prazer.” A peça vai decorrer no Teatro Esther de Carvalho, às 22h30.
Até ao dia 11 de Agosto, o público pode ainda visitar a instalação “De Costas”, do Teatro O Bando, na Praça da República, em Montemor-o-Velho, a qualquer hora do dia ou noite. Das 19h às 22h (excepto às segundas-feiras), no Quarteirão das Artes, está patente a vídeo-instalação “GATÕES - Fábrica de Descasque de Arroz 1 a 9 de 9”, de Susana Anágua, uma obra que se centra na produção de arroz característica do Baixo Mondego. As entradas são de livre acesso.
Sob o lema ‘Quem dá o que pode a mais não é obrigado’ o preço dos bilhetes será definido pelos espectadores no momento da sua aquisição e de acordo com a sua condição financeira e as suas expectativas. Desta forma, a direcção do Citemor define um modelo que “pretende ser inclusivo e desafiar o público a participar.”
1.8.12
Citemor continua em Montemor-o-Velho com proposta ibérica
texto de Cláudia Teixeira
O festival de Montemor-o-Velho regressa à vila do Baixo Mondego depois de ter passado pelas três principais salas de Coimbra. Até 11 de Agosto, o público pode contar com uma proposta ibérica e multidisciplinar, onde o espectador define o preço dos bilhetes
(fotografia de Eric Costa)
A segunda semana do festival começa com bombas. “Bombas (ou agonias para estes tempos felizes de crises)” é um espectáculo “dissidente” de Susana Vidal. A obra constitui-se como a última parte da trilogia “Bombas”, da qual fazem parte também “Bombas (ou morrer durante uma semana)” e “Bombas (ou pequenas explosões a sós)”. A autora define a obra como “um trabalho em agonia (…), uma derrota intimista e, ao mesmo tempo, um grito de resistência”. Com o objectivo de “furar o nosso estar e nos deixar uma bomba nas mãos para rebentar mais tarde”, a peça vai decorrer nos dias 1 e 2 de Agosto, na Igreja de St. António, em Montemor-o-Velho, às 22h30.
Segue-se um fim-de-semana preenchido com dança e teatro. A Sala B, em Montemor-o-Velho, abre, pela primeira vez nesta edição, para receber os espanhóis Fernando Renjifo e Elena Córdoba. O primeiro chega-nos com “14 Visiones”, uma vídeo-performance criada a partir do livro ‘Las contemplaciones de los misterios’ (escrito por Ibn Al’Arabi nos finais do século XII) e interpretada pelo actor árabe Ziad Chakaroun. De acordo com o autor, “14 Visiones é uma chamada de atenção, a partir de um ateísmo anti-religioso perante a desespiritualização e despoetização da sociedade em que vivemos.” O espectáculo é uma estreia nacional e será apresentado nos dias 3 e 4 de Agosto, às 22h30. Nos mesmos dias, às 23h30, a bailarina e coreógrafa Elena Córdoba estreia “Atlas, el Gigante y la Vértebra”, que dedica a seu pai, onde a autora constrói um paralelismo entre a primeira vértebra da coluna (de seu nome Atlas) e Atlas, o gigante castigado por Júpiter, que o obrigou a segurar o céu para que este não desabasse sobre a terra.
Continuamos com dança, com uma remontagem especial de “Nossa Senhora das Flores”, do bailarino e coreógrafo português Francisco Camacho. O solo, estreado em 1993, é uma das obras de referência da dança contemporânea portuguesa, tendo sido galardoado com a Menção Especial do Prémio ACARTE/Maria Madalena de Azeredo Perdigão 1992/93 - Fundação Calouste Gulbenkian. O público pode ver, ou rever, a obra no dia 5 de Agosto, às 22h30, no Teatro Esther de Carvalho, em Montemor-o-Velho.
“Black Cats Can See In The Dark But Are Not Seen”, é o que o Citemor propõe para os dias 7 e 8 de Agosto. A obra é de Dinis Machado e constitui “um trabalho para três performers em acção para construir um único corpo”. “Através da sua relação com os materiais mais precários eles constroem dispositivos e olhares provisórios, num espaço onde o corpo enquanto elemento metabólico fundamental, se revela a si mesmo enquanto fonte primeira de desejo, vontade, possibilidade e prazer.” A obra, co-produzida com o Citemor, teve residência artística em Berlim (com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian) e será apresentada como uma antestreia, no Teatro Esther de Carvalho, às 22h30.
Prefere estar de pé, sentado ou deitado? António Pedro Lopes é peremptório: ‘melhor sentado do que de pé melhor deitado que sentado’. A frase pertence a Samuel Beckett e é com ela, no encontro com Jorge Gustavo de Figueiredo Ciríaco e com a obra ‘Sete na Cama’, de Louise Bourgeois, que o performer propõe “Agosto, melhor sentado do que de pé melhor deitado que sentado”. António Pedro Lopes sugere que procuremos estas referências no Google e as consumamos sem parar e sem moderação. E sugere um encontro, convidando os espectadores a “invadir um espaço doméstico e a permanecerem penetráveis”. A obra, proposta como uma apresentação informal e intimista, vai decorrer em duas sessões por dia (22h30 e 23h30), nos dias 9 e 10 de Agosto, nas Escadas Dr. Baptista Loureiro s/n, em Montemor-o-Velho.
A fechar a 34ª edição do Citemor, no dia 11 de Agosto, o Teatro do Vestido apresentará “Monstro (parte 1: Calamidade)”, uma criação em progresso. O colectivo explica que “o país onde nascemos está a saque” e que “este é o momento para fazer teatro sobre isto”. “A ‘isto’ chamámos calamidade, e ao conjunto de calamidades que nos trouxeram até aqui, chamámos monstro”, lê-se na sinopse. O projecto “Monstro” tem três fases e vai decorrer durante o resto do ano de 2012: 1.Calamidade, em Montemor-o-Velho e Lisboa; 2.Hecatombe, em São Paulo; e 3.Apocalipse, em Lisboa. “Monstro (parte 1: Calamidade)” pode ser visto na Sala B, em Montemor-o-Velho, às 22h30.
Até ao dia 11 de Agosto, o público pode ainda visitar a instalação “De Costas”, do Teatro O Bando, na Praça da República, em Montemor-o-Velho, a qualquer hora do dia ou noite. Das 19h às 22h (excepto às segundas-feiras), no Quarteirão das Artes, está patente a vídeo-instalação “GATÕES - Fábrica de Descasque de Arroz 1 a 9 de 9”, de Susana Anágua, uma obra que se centra na produção de arroz característica do Baixo Mondego. As entradas são de livre acesso.
Sob o lema ‘Quem dá o que pode a mais não é obrigado’ o preço dos bilhetes será definido pelos espectadores no momento da sua aquisição e de acordo com a sua condição financeira e as suas expectativas. Desta forma, a direcção do Citemor define um modelo que “pretende ser inclusivo e desafiar o público a participar.”
27.7.12
DISCURSO DIRECTO | Susana Anágua
Vídeo e montagem de Hugo Barbosa e Pamela Gallo
"Quando fui convidada pelo Luís Alegre para integrar o programa do Citemor, vim a Montemor-o-Velho e o meu interesse recaiu logo na bonita e fantástica paisagem com os arrozais e decidi trabalhar naquele que tem vindo a ser o meu trabalho de campo que é tentar perceber as áreas de produção da terra."
"Quando fui convidada pelo Luís Alegre para integrar o programa do Citemor, vim a Montemor-o-Velho e o meu interesse recaiu logo na bonita e fantástica paisagem com os arrozais e decidi trabalhar naquele que tem vindo a ser o meu trabalho de campo que é tentar perceber as áreas de produção da terra."
26.7.12
Espírito de resistência marca 34ª edição do Citemor
texto de Cláudia Teixeira
Numa edição marcada pela alteração de paradigma absolutamente extraordinária, tanto pela programação, como pelas circunstâncias em que se realiza, o Teatro da Garagem estreia a obra “Recusa”. O Teatro O Bando desafia o público a conhecer-se de costas, numa estreia nacional, e Susana Anágua propõe uma nova visão sobre a tradicional produção da região, o arroz. O festival de Montemor-o-Velho decorre de 26 de Julho a 11 de Agosto
“Eu acho que esta vida, esta sociedade, vive muito daquilo que se vê e que é explícito e interessava-nos abordar a temática da cenografia num enquadramento que permitisse às pessoas terem várias visões, várias oportunidades de estimular a curiosidade de ver o outro lado.” As declarações chegam-nos de Palmela e é João Brites, director artístico do Teatro O Bando, quem o diz. “De Costas” fez parte da representação portuguesa “Do Outro Lado” na 12ª Quadrienal de Praga e é, pela primeira vez, apresentada em Portugal. João Brites e Rui Francisco, cenógrafo e arquitecto na companhia, desafiam o público, pelo qual a plateia de 50 cadeiras espera, a escolher a sua hora e conhecer as suas costas. Porque “do outro lado está o desconhecido” e “se fôssemos capazes de ver de inúmeras perspectivas seríamos certamente mais firmes e simultaneamente mais tolerantes com as questões que não fossem essenciais.” A instalação pode ser visitada de 26 de Julho a 11 de Agosto, na Praça da República, em Montemor-o-Velho, das 00:00 às 24:00. Começa assim a 34ª edição do Citemor.
O programa do primeiro dia do festival continua com a vídeo-instalação “GATÕES - Fábrica de Descasque de Arroz 1 a 9 de 9”, de Susana Anágua. No seguimento daquilo que tem vindo a ser o seu trabalho de campo – o envolvimento com a região onde intervém e com as suas áreas de produção –, e após uma visita à vila de Montemor-o-Velho, a artista visual propõe uma obra que se centra no característico arroz do Baixo Mondego. Da instalação, patente no Quarteirão das Artes de 26 de Julho a 11 de Agosto (excepto às segundas), das 19h às 22h, fazem parte os vídeos “Fábrica de Descasque de Arroz 1 a 9 de 9” e “Do Vale do Paraíba ao Mondego”. Em entrevista ao Blogue Citemor, Susana Anágua explica que o projecto, com música original de Paulo Sousa, parte da visita à Cooperativa Agrícola de Montemor-o-Velho, antiga fábrica Patrão Rosete e Sucrs Lda, onde se procede ao descasque e branqueamento de arroz, e de uma relação proporcionada pela apropriação de uma reportagem de uma televisão brasileira acerca da festa de arroz da Prefeitura de Tremembé.
A vídeo-instalação inscreve-se na estratégia de curadorias delegadas, opção do Citemor para abordar as artes visuais, em que o artista da presente edição será o curador na edição seguinte. O processo, que teve início com José Maçãs de Carvalho, continuou com Luís Alegre e apresenta agora Susana Anágua, que será a curadora na edição de 2013.
Das instalações para o teatro. Para o Teatro Esther de Carvalho, em Montemor-o-Velho, onde o Teatro da Garagem “Recusa” a extinção institucional do Citemor. Carlos J. Pessoa, director da companhia, decidiu escrever uma nova obra para esta edição do Citemor que, devido aos cortes infligidos à cultura, poderá vir a ser a última de 34, afirma a direcção do festival. “Recusa” vai ser apresentado nos dias 26 e 27 de Julho, no Teatro Esther de Carvalho, às 22h30.
Sob o lema ‘Quem dá o que pode a mais não é obrigado’ o preço dos bilhetes será definido pelos espectadores no momento da sua aquisição e de acordo com a sua condição financeira e as suas expectativas. Desta forma, a direcção do Citemor define um modelo que “pretende ser inclusivo e desafiar o público a participar.”
Em comunicado de imprensa, a direcção do Citemor, explicou a particularidade da 34ª edição do festival e a “alteração de paradigma” que se prende com o facto de “o Citemor deixar de produzir novas obras com os criadores e companhias e passar, excepcionalmente, a ser participado por estes, que se associam ao festival com o estatuto de co-produtores”, num modelo que é, naturalmente, irrepetível. Questionado acerca da escolha de participar no Citemor como co-produtor, João Brites diz que “é um gesto que não podia ser de outra forma” e sublinha que “o que está em causa não é só o Teatro O Bando e o Citemor. O que está em causa é a soberania do nosso país com a sua língua, com as suas múltiplas tendências.” Carlos J. Pessoa faz um post scriptum à sinopse da obra: “Se o Citemor tiver que morrer, que não morra de esmolas, que morra com dignidade; que morra porque os artistas se calaram ou, então, porque o Armando Valente e o Vasco Neves deixaram de os querer ouvir.”
Citemor reforça presença em Coimbra
O Teatro da Cerca de São Bernardo recebe a bailarina e coreógrafa espanhola Olga Mesa com “Daisy Planet”, espectáculo que integrou o programa do Citemor em 1999. A artista apresenta a obra como “uma carta de amor-ficção, a ideia de que o amor é como um corpo presente, duplicado, íntimo e constantemente exposto.” É nesta peça que o artista visual Daniel Miracle cria o protótipo Neokinok.TV para acrescentar uma nova dimensão ao espaço cénico. Segue-se Rafael Alvarez, com a antestreia do solo “sweetSKIN”, que terá estreia em Setembro no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Realizando um investimento marcante no desenvolvimento do seu trabalho a solo, o bailarino e coreógrafo português questiona “de que forma é que a percepção de qualquer imagem é afectada pelo que sabemos, pelo que acreditamos, da mesma forma que a distância ou a proximidade definem a perspectiva de como olhamos e analisamos um objecto ou uma acção.” Os espectáculos decorrem no dia 28 de Julho, às 21h30 e 22h30, respectivamente.
A Mala Voadora mostra-nos a sua colecção de selos singular em que “a iconografia é simultaneamente tema e protagonista visual do espectáculo.” “Philatélie” é uma remontagem especial que pode ser vista na Oficina Municipal do Teatro, no dia 29 de Julho, às 21h30.
O Teatro Académico de Gil Vicente recebe no dia 31 de Julho, às 21h30, John Romão & Solange Freitas, numa apresentação informal de “Eu não sou bonita. Eu sou o porco”. A obra, com textos de Angélica Liddell e Paulo Castro, é um objecto teatral sobre o abuso sexual na infância, onde “duas figuras se revestem do endemoniamento das personagens de Frans Hals e da nudez grega de Louis David.”
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