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2.5.13

"Montemor" segue para o Panorama

O filme, realizado por Ignasi Duarte e co-produzido pelo Citemor, integra a selecção do Panorama, festival dedicado à exibição de documentários portugueses e organizado pela Associação pelo Documentário (Apordoc) e pela Videoteca de Lisboa. A sessão decorre no próximo sábado, 4, às 23h30, no Cinema São Jorge, em Lisboa 


“Montemor: eis um filme ‘sem catálogo’, de finalidade insondável, tal como insondável é o canto daquelas mulheres que o viajante descobre às tantas na clareira de um bosque. Quem as ouve? O FID Marseille ouviu-as. Suspeitamos que o canto, depois da estreia internacional, continuará a soar nos festivais portugueses.” A previsão é de Francisco Ferreira, crítico de cinema do jornal Expresso, e confirma-se: depois de ter passado pelo festival de cinema documental francês (FID Marseille) por Madrid e por Buenos Aires, “Montemor” teve estreia nacional no IndieLisboa’13 e é agora seleccionado para o festival Panorama. O filme é uma co-produção Citemor, Periferia Filmes (Lisboa) e Pão Filmes (Barcelona) e foi filmado em Montemor-o-Velho, protagonizado por actores e habitantes da vila do Baixo Mondego. “Montemor” é apresentado no próximo sábado, 4, às 23h30, no Cinema São Jorge, em Lisboa. 
O festival Panorama vai na sua 7ª edição e conta com mais de 80 sessões, contemplando curtas e longa-metragens. Dedicada à exibição de documentários portugueses, a mostra não competitiva exibirá filmes incluídos em duas grandes rubricas: Sessões Contemporâneas, que incluem filmes produzidos maioritariamente em 2012; e Sessões Percursos do Documentário Português, com filmes da época/autores do tema seleccionados em cada ano. O Panorama realiza-se de 3 a 11 de Maio, no Cinema São Jorge, na Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema e no Teatro do Bairro, em Lisboa.

Mais informações aqui.

19.4.13

“Montemor”: estreia nacional no IndieLisboa'13

Depois de ter passado por Marselha, Madrid e Buenos Aires, o filme de Ignasi Duarte, co-produzido pelo Citemor, tem agora estreia nacional no festival de cinema independente de Lisboa. A sessão decorre no próximo domingo, 21, pelas 15h, no Cinema City Classic Alvalade, em Lisboa 



O filme é rodado em Montemor-o-Velho, mas da vila nada se vê. Estamos perante a história de um personagem que deambula sem destino pelas florestas circundantes da localidade, proporcionando-se uma série de encontros improváveis que roçam a comédia e o absurdo. “Montemor”, uma co-produção Citemor, Periferia Filmes (Lisboa) e Pão Filmes (Barcelona), podia ser outra coisa: fascinado pela vila, pela gente e pelo Citemor, a ideia inicial do catalão Ignasi Duarte era realizar um documentário sobre o festival de
Montemor-o-Velho. “Pensei fazer um documentário que retratasse as pessoas, a equipa do festival e os artistas. Parti da ideia de pensar este deserto que é Montemor, e como é possível fazer um festival a partir da vontade, da ilusão, da crença e da fé de querer fazer as coisas. Entretanto, a ideia inicial mudou completamente. Já não é um documentário, é uma ficção”, explicou o realizador. 
“Montemor” foi seleccionado para a programação do festival IndieLisboa’13, fazendo parte da secção de sessões especiais, juntamente com mais três filmes portugueses — “Arrivederci Macau”, de Rosa Coutinho Cabral; “Bibliografia”, de Miguel Manso; e “Torres e Cometas”, de Gonçalo Tocha. O filme é apresentado no próximo domingo, 21, às 15h, no Cinema City Classic Alvalade, em Lisboa. O festival de cinema independente de Lisboa, que comemora nesta edição dez anos de existência, decorre até ao dia 28 de Abril. 
A longa-metragem de Ignasi Duarte integrou a Selecção Oficial da Competição Internacional do FID Marseille 2012 (festival internacional de cinema documental), onde conquistou uma Menção Honrosa, e fez parte da programação do Citemor Madrid, em Outubro do ano passado. Mais recentemente, “Montemor” foi exibido em Buenos Aires, no Teatro San Martín, integrando o ciclo “España Alterada”, uma mostra de cinema composta por 18 filmes representativos das novas tendências do cinema espanhol.

Veja o trailer de "Montemor":




Para mais informações, visite o site do IndieLisboa'13

21.3.13

De Montemor para Buenos Aires

O filme "Montemor", realizado pelo catalão Ignasi Duarte e co-produzido pelo Citemor, faz parte do ciclo “España Alterada” e é apresentado amanhã, 22, no teatro San Martín, em Buenos Aires. A longa-metragem faz também parte da selecção oficial do festival Indie Lisboa 2013


“A ideia era fazer um retrato da vila sem que esta aparecesse. E na ficção a vila nunca aparece. É a viagem de um personagem que, no caminho, encontra outras personagens. É muito simples. Parte de casa e encontra-se com distintas aventuras e depois se verá se regressa ou não a casa”. Foi assim que Ignasi Duarte, o realizador de “Montemor”, descreveu a longa-metragem rodada em Montemor-o-Velho e protagonizada por actores e habitantes da vila. “Montemor” chega agora à capital argentina, para uma mostra de cinema composta por 18 filmes representativos das novas tendências do cinema espanhol e que fizeram parte da programação do 27º Festival Internacional de Cine de Mar del Plata. O ciclo “España Alterada” é organizado pelo Teatro San Martín (Buenos Aires), pela Fundación Cinemateca Argentina e pela Oficina Cultural de la Embajada de España, e decorre de 21 a 27 de Março, na Sala Lugones do Teatro San Martín, em Buenos Aires.
“Montemor” é co-produzido pelo Citemor, pela Periferia Filmes (Lisboa) e pela Pão Filmes (Barcelona) e estreou em Marselha, em Junho de 2012. O filme integrou a Selecção Oficial da Competição Internacional do FID Marseille 2012 (festival internacional de cinema documental) onde conquistou uma Menção Honrosa. Em Outubro do ano passado, fez parte da programação do Citemor Madrid que decorreu no Teatro Pradillo, na capital espanhola. A longa-metragem foi, também, seleccionada para o festival de cinema independente Indie Lisboa 2013, que decorre de 18 a 28 de Abril, fazendo parte da secção de sessões especiais, juntamente com mais três filmes portugueses – “Arrivederci Macau”, de Rosa Coutinho Cabral; “Bibliografia”, de Miguel Manso e João Manso; e “Torres e Cometas”, de Gonçalo Tocha.
Inaugurado em 1944, e inicialmente denominado de Teatro Municipal, o Teatro San Martín possui três salas de teatro, um cinema (Sala Lugones), vários salões de exposições e uma galeria de fotografia, e atinge mais de um milhão de espectadores por ano. O teatro, de cariz contemporâneo e desenhado pelos arquitectos argentinos Mário Roberto Alvarez e Macedónio Oscar Ruiz, constitui um dos principais centros culturais de Buenos Aires e tem duas companhias residentes: uma companhia de dança contemporânea, El Ballet Contemporâneo, e uma companhia de marionetas, El Taller-Escuela de Titiriteros del Teatro San Martín.

11.7.12

Menção honrosa para “Montemor”

Ignasi Duarte descreveu o filme como sendo “a viagem de um personagem que parte de casa e que depois verá se regressa ou não”. Não sabemos se regressa, mas sabemos que traz uma menção honrosa



“Montemor”, uma co-produção Citemor, Periferia e Pão Filmes, recebeu uma Menção Honrosa na categoria de Primeiras Obras do FID Marseille 2012, festival internacional de cinema que decorreu de 4 a 9 de Julho na cidade francesa. 
O filme é protagonizado por actores e habitantes de Montemor-o-Velho e nasce do fascínio do realizador pela vila do Baixo Mondego. Ignasi Duarte esteve no Citemor, pela primeira vez, em 2005, a trabalhar com Roger Bernat, e ficou “fascinado pela vila, pelo ambiente, pela gente da vila e do festival”, conta o realizador a Cláudia Galhós, aquando as filmagens da longa-metragem. Ao Expresso, Ignasi Duarte explicou que “ ‘Montemor’ foi filmado tal como se filmam os documentários sobre a vida dos grandes mamíferos. Ou seja: sempre à espreita, num estado de grande expectativa, mas sem procurar uma história ou outro recurso ou muleta narrativa.”

1.6.12

"Montemor" estreia em Marselha

O filme, de Ignasi Duarte, é uma produção Citemor e integra a Selecção Oficial da Competição Internacional do FID Marseille 2012 que vai decorrer na cidade francesa de 4 a 9 de Julho


Fotografia de Susana Paiva

No momento em que o Citemor prepara a sua 34ª edição com dificuldades reconhecidas — o festival esteve em risco de não se realizar — a sua equipa tem, apesar de tudo, um motivo de satisfação. O filme "Montemor" de Ignasi Duarte, rodado em Montemor-o-Velho e protagonizado por actores e habitantes da vila, foi convidado a integrar a Selecção Oficial da Competição Internacional do FID Marseille 2012, um festival de referência, que cumpre a sua 23ª edição e que explora na sua programação as fronteiras do documentário.
Para a direcção do festival, "nem sequer importa se o filme vai obter algum prémio, a sua selecção para uma mostra tão importante já é muito gratificante. Num momento em que o Citemor luta pela sobrevivência, mais uma vez o reconhecimento vem do exterior".
A selecção é composta por 19 produções oriundas de geografias tão diversas como: França, Alemanha, Itália, Bélgica, Espanha, Argentina, Egipto, México e Guatemala, Tunísia, Líbano, Taiwan, Palestina e EUA. O filme "Montemor", que para além de estar a concurso na Selecção Oficial participa também na Competição Primeiras Obras, é produzido pelo Citemor com Periferia Filmes (Lisboa) e Pão Filmes (Barcelona).
Numa entrevista realizada por Cláudia Galhós durante as filmagens, Ignasi Duarte falou um pouco sobre aquilo que o motivou para realizar "Montemor" e sobre a temática da longa-metragem: "Em 2005 estive aqui a trabalhar com o Roger Bernat e fiquei fascinado pela vila, pelo ambiente, pela gente da vila e do festival. E pensei fazer um documentário das pessoas, da equipa do festival, dos artistas. Partiu da ideia de pensar este deserto, que é Montemor, e como é possível um festival, a partir da vontade, da ilusão e da crença, da fé, de querer fazer as coisas. Fascinava-me pensar que podia ser uma forma de falar do que move as pessoas. Entretanto, a ideia inicial mudou completamente. Já não é um documentário, é uma ficção.
Estive no Inverno e na Primavera aqui, em Montemor, conheci o sítio, localizei os personagens que me interessavam. Era importante escolher, é muito fácil cair na dispersão, porque aqui existem muitas coisas bonitas, especiais. É a viagem de um personagem que, no caminho, encontra outras personagens. É muito simples. Parte de casa e encontra-se com distintas aventuras e depois se verá se regressa ou não a casa."