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1.11.12

Obra produzida pelo Citemor na Culturgest

O espectáculo "Measure it inches", de António Pedro Lopes e Marianne Baillot, estreou no Citemor em 2011 e vai ser apresentado na Culturgest, no âmbito do programa Celebração que decorre de 1 a 4 de Novembro. A obra é uma co-produção com o Citemor, com o Théâtre de Vanves - Scéne Nationale de Danse, com o Espaço do Tempo e com o CCN Belfort. "Measure it in inches" decorre na sexta-feira, 2, às 22h.


António Pedro Lopes e Marianne Baillot | Measure it in inches | Vídeo de Hugo Barbosa e Pamela Gallo 




Para mais informações visite o site da Culturgest.

12.4.12

De Paris a Orleães: "Measure it in inches" apresentado amanhã na cidade francesa

António Pedro Lopes e Marianne Baillot continuam o périplo pelo país das baguettes e dos croissants, país que é referência pelo apoio do estado à criação artística. Da cidade das luzes, os performers viajam até Orleães, cidade a cerca de 120 km a sul de Paris, para duas apresentações de "Measure it in inches". Os espectáculos vão decorrer amanhã, 13, às 19h e às 22h, no Théâtre d'Orléans. "Measure it in inches" estreou no ano passado, no Citemor.

Aqui fica um vídeo do espectáculo apresentado no Teatro Esther de Carvalho, em Montemor-o-Velho, em Agosto de 2011:

29.3.12

António Pedro Lopes e Marianne Baillot vão a Paris

O espectáculo "Measure it in inches", que estreou no ano passado no Citemor, vai ser apresentado hoje, às 19h30, no Théâtre de Vanves. A obra é uma co-produção com o Citemor, com o Théâtre de Vanves - Scéne Nationale de Danse, com o Espaço do Tempo e com o CCN Belfort.

Não podendo ir a Paris, vejam as fotos do ensaio da obra, da autoria de Susana Paiva, e a crónica de Pablo Caruana: La deconstrucción del género


4.8.11

ANTEVISÃO: 2ª SEMANA

Texto de Cláudia Galhós

Fotografia de Bruno Simão

Esta é a semana das ligações perigosas. Juntam-se os artistas em parcerias explosivas cujo resultado é uma incógnita: "Measure it in inches" de e com António Pedro Lopes e Marianne Baillot, e dramaturgia e som de Rita Natálio (quinta e sexta, às 22h30, no Teatro Esther de Carvalho) e "Massacre" de e com Paulo Castro e John Romão (sábado e domingo, às 22h30, na sala B). É o prolongar da presença da criação contemporânea portuguesa, que marcou o primeiro bloco de apresentações no Citemor, deixando para a terceira semana - a final - a criação vinda de Espanha.

Marina Abramovic - artista visual e de performance americana de referência - dizia, a propósito do que devia ser o futuro dos museus, que desejava que estes fossem "espaços onde acontecem coisas, espaços plurais, de inquietude e tensão, mas também de gozo e prazer". A caracterização deste modo do lugar do museu define, em traços largos, o que deve ser o lugar da arte. A arte que se faz hoje e que age sobre a actualidade. Deve ser esse o lugar da arte, mais ainda quando esta tem uma natureza ao vivo, que transporta um sentido de partilha em tempo real, e se dissipa inevitavelmente em memória fugidia. É também um espaço de poesia. Inevitavelmente. A efémera poética do suspiro que se despede dos lábios no mesmo momento em que beija a vida.

Nos quatro dias deste final de semana de Agosto, o Citemor apresenta dois espectáculos que confirmam o Festival de Montemor-o-Velho como o lugar onde a arte acontece, como espaço plural, de inquietude e tensão, gozo e prazer. Sobre os espectáculos revela-se pouco. Serão experiências para serem vivenciadas por quem entende o acto artístico como interrupção do real, mas intimamente ligado ao real. São dois espectáculos co-produzidos pelo festival e estreados no festival. Não há adormecimento possível de sentidos em qualquer uma das duas opções, seja o "Massacre" - que reúne dois nomes de duas gerações do teatro português contemporâneo mais radical, pessoal, político, físico e provocativo, que são Paulo Castro e John Romão - seja a desconcertante e tumultuosa sessão de agradecimentos de "Measure it in inches" - que reúne, em colaboração, dois nomes da nova geração da dança contemporânea portuguesa, com personalidades muito distintas, em papéis também distintos: António Pedro Lopes, com uma voz muito singular e biográfica como criador e intérprete, juntamente com a francesa Marianne Baillot, e Rita Natálio que se situa entre a teoria e a prática artística, num olhar informado e fundamentado sobre o sentido e as possibilidades da arte hoje, que aqui assina a dramaturgia e o som.