6.12.17

El Nacimiento de la bailarina vieja

© Elena Córdoba

ELENA CÓRDOBA // EL NACIMIENTO DE LA BAILARINA VIEJA
QUI 7 DEZ 21:30 // Garagem Auto Peninsular, Figueira da Foz

Há meses que observo, através de um microscópio, matérias orgânicas que mudam de estado. Poderíamos dizer que olho, de maneira obsessiva aquilo que se degrada, se por degradação entendermos a perda de determinadas características de um corpo. O que vejo é pura mudança, é uma paisagem em constante movimento.
Ao mesmo tempo que olho estas paisagens danço, a minha dança é a constatação de que eu também mudo, da mesma forma que as imagens que vejo através desse microscópio, degrado-me, mudo.
“El nacimiento de la bailarina vieja” é um estudo sobre a mobilidade dos corpos envelhecidos, que tem como protagonista uma criatura ficticia, uma bailarina que nasceu já velha. O princípio que alimenta a criação desta personagem é imaginar que nesse corpo não existiu a perda de mobilidade, nem de força, ela, a bailarina velha sempre foi assim.
A dança da bailarina velha desenha-se através de uma carne que nunca foi todo-poderosa, pelo qual, não existe a melancolia da perda, nem existe a luta entre o que foi e o que é. A dança da bailarina velha dialoga com a ideia de limite como parte da sua própria essência.
As paisagens onde se move esta bailarina velha foram construídos pela degradação e mudança da matéria. A música onde se apoiam os seus movimentos são os sons da transformação do orgânico. A pergunta que lança o corpo envelhecido interroga-nos sobre as ideias de principio e de fim.

A bailarina velha: Elena Córdoba
Criação de dispositivos visuais e espaço cénico: David Benito
Criação de dispositivos sonoros e criação musical: Carlos Gárate
Iluminação: Carlos Marquerie
Assistente de direcção: Mar López
Dramaturgias do olhar: Jaime Conde Salazar
Colaboração: La Real Academia de España en Roma
Apoio: Citemor – Festival de Montemor-o-Velho

“El nacimiento de la bailarina vieja” é a primeira peça de “La edad de la carne”, um projecto de estudo e criação em torno do envelhecimento dos corpos.

M/16; 50'

1.12.17

Light Years Away

© Grupo Espeleología Edelweiss

EDURNE RUBIO // LIGHT YEARS AWAY
SAB 2 DEZ 21:30 // Teatro da Cerca de São Bernardo

Para o seu novo projecto audiovisual e performativo, Edurne Rubio encontra inspiração numa história familiar. Entre 1960 e 1980, o seu pai e dois irmãos foram membros do Grupo de Espeleologia Edelweiss. Este grupo descobriu a gruta de Ojo Gareña no norte de Espanha, uma das grutas mais profundas do mundo.
Os irmãos, nascidos na conservadora cidade de Burgos logo após a Guerra Civil Espanhola, encontraram uma forma de escapar à pobreza e ao isolamento que governavam a sua vida sob a ditadura do general Franco. Descobriram a sua salvação debaixo da terra. Vivendo vidas paralelas, trabalharam em escritórios e fábricas durante a semana, aparentemente livres, mas na realidade oprimidos. No seu tempo livre, descobriram as grutas. Debaixo de terra, encontraram a liberdade de que necessitavam à superfície. Light Years Away observa as grutas como espaços para a vida.
Deixa-te envolver na obscuridade. Tenta ver, sem ser capaz de ver realmente. Escuta e deixa-te levar pela imaginação.

Conceito e performance: Edurne Rubio
Som: David Elchardus
Câmera: Alvaro Alonso de Armiño, Gregorio Méndez & Sergi Gras.
Edição: Edurne Rubio
Aconselhamento artístico: María Jerez, Loreto Martinez Troncoso, Jan De Coster, Didier Demorcy.
Técnica: Gregor Van Mulders & David Elchardus
Tradução para inglês: Alex Reynolds

Com os espeleólogos:
Teresiano Antón, Miguel Angel del Alamo, Fernando Javier Benito, Fortunato Lázaro, Ana Isabel Ortega, Pedro Plana, Miguel Ángel Martín , Pablo Martín, Fernando del Río, Elías Rubio, Eliseo Rubio, Gabriel Rubio, Palmira Rubio, Francisco Ruiz and Carmen Vadillo

Produção: Kunstenwerkplaats Pianofabriek.
Co-produção: Beursschouwburg, Kunstencetrum BUDA
Apoio: Vlaams Gemeenschap; Vlaams Gemeenschapscommissie; Grupo de Espeleología Edelweiss; Monumento Natural de Ojo Guareña Burgos de la red de Espacios Naturales de la Junta de Castilla y León; Fundación de Patrimonio Natural de Castilla y León; Netwerk, centrum voor hedendaagse kunst; Espacio Tangente; "What is third", Casa Encendida.
Agradecimentos: Christophe Albertijn, Saray Alonso, Damna Barredo, Mathilde Besson, Ana Buitrago, Yann Betant, Charo Calvo, Geni Diez, Eric Dewamme, Caroline Daish, Ivan Jadin, Sara Manente, Mayte Martinez, Ana Belén Palacios, Irene Rojas, Maxime Vertruyssen, Paul Xhaard, Groupe de Recherches Spéléologiques de Comblain-au-Pont, L’atelier AP BAC 3 de l’Erg and AD HOC sound Services.

www.edurnerubio.org

M/16; 60’
(espectáculo em castelhano)

29.11.17

Assembleia

© Google Maps

RUI CATALÃO // ASSEMBLEIA
QUI 30 NOV e SEX 1 DEZ 21:30 // Teatro da Cerca de São Bernardo

Assembleia realiza-se a partir de um laboratório de trabalho aberto à comunidade, e que ocorreu durante o mês de Novembro no TCSB. Partindo da matriz “o problema da co-habitação”, os temas em debate foram sendo estabelecidos a partir de testemunhos dos participantes. Os espectadores ocupam eles próprios um lugar na assembleia. Disposto num frente a frente, com um corredor a separar as duas meias-plateias, o público fica então cativo de um jogo de partilha e ocultação. Cada espectador/deputado é confrontado com o compromisso que tem com a comunidade. Que identidade colectiva é revelada? Que problemas comuns podem eclodir? Que projectos devem ser enunciados? Que segredos e histórias remetidas para a intimidade podem ser partilhadas?

Autoria: Rui Catalão
Luzes: Cristovão Cunha
Produção: [PI] Produções Independentes | Tânia M. Guerreiro
Coprodução: Teatro Maria Matos
Produções Independentes é uma estrutura financiada pelo Ministério da Cultura / Direção Geral das Artes

www.producoesindependentes.pt
M/16; 60'

25.11.17

BARCO DANCE COLLECTION

© Isabel Ortiz

DINIS MACHADO // BARCO DANCE COLLECTION
SAB 25 NOV 21:30 // Galeria Municipal, Montemor-o-Velho

BARCO Dance Collection é um projecto onde Dinis Machado convida outros coreógrafos a criarem solos curtos (10 a 15 min) para ele dançar.
No Citemor a colecção é apresentada numa performance duracional de 4h onde Dinis Machado dança a colecção completa das danças criadas até agora para BARCO. Uma performance onde o seu corpo é atravessado pelas danças curtas criadas pelos 16 coreógrafos convidados. Uma longa investigação sobre o papel do bailarino, onde Dinis simultaneamente procura o performer que cada dança convoca, ao mesmo tempo que navega por 4h de dança ininterrupta onde precisão e apropriação são continuamente negociadas.
BARCO é uma colecção de danças mais do que um conjunto de espectáculos de dança (no sentido interdisciplinar de uma performance de palco onde luz, som e cenografia e dança constroem uma dramaturgia em conjunto). A proposta para os coreógrafos convidados é a de pensar o corpo do bailarino como o espaço onde a coreografia acontece mais do que a sala onde nos encontramos. Esta é uma colecção de danças onde a dança é olhada e trabalhada como disciplina autónoma.
O projecto reúne um público ao qual apresenta um grupo de coreografias que são mostradas em conjunto. Maioritariamente são apresentadas em outros espaços que não palcos. As danças de BARCO são desenhadas para serem apresentadas em qualquer lugar. Sendo a condição da dança eminentemente imaterial, enquanto mapa, esta colecção é também uma colecção de práticas mais do que dos objectos que a rodeiam.
Dinis Machado

Criação e interpretação: Dinis Machado
Coreografias: Dan Dawn (UK), Brooke Stamp (AU), Lucy Suggate (UK), Vicky Malin (UK), Robbie Synge (UK)Katerina S. Andreou (GR/FR), Javiera Péon-Veiga (CL), Elisabete Finger (BR), Anna Koch (SE), Rosalind Goldberg (SE), Rebecka Stillman (SE), Sofia Dias (PT), Rachel Tess (US/SE), Jorge Gonçalves (DE/PT), Ali Moini (IR/FR), Conny Kalsson Lundgren (SE).
Curadoria: Kate Marsch (UK), Chris Lewis-Jones (UK) e Flora Wellesley Wesley (UK).
Produção: BARCO
Co-produzido em residência: Weld (Stockholm), Ballet Contemporâneo do Norte (St Mª da Feira), Dance4 (Nottingham), Konstnärsnämnden (Stockholm), MARC (Kivic), Nave (Chile), METAL (Peterborough), Dance4 (Nottingham), Critical Path (Sydney), Weld (Stockholm), Inter Arts Centre (Malmo), Festival International de Danza Contemporânea de Uruguay (Montevideo).
Apoio: Konstnärsnämnden (SE), Kulturrådet (SE), Arts Council England (UK) e DGArtes (PT)

www.dinismachado.com

M/16; 4h aprox'

21.11.17

Romance

© Daniel Pinheiro

LÍGIA SOARES // ROMANCE 
SEX 24 NOV 21:30 // Teatro Esther de Carvalho, Montemor-o-Velho 

Na sequência de um trabalho já iniciado com a peça "Ar ao Vento" em 2008, com “Romance” procuro mais uma vez "pôr palavras na boca do espectador". Em "Romance" o dispositivo passa pela ação de pedir diretamente para dizer. Este pedido ou comando torna-se simultaneamente um ponto de relação entre o espectador e o performer e também um dispositivo de diálogo entre os vários espectadores contendo a segurança e o risco de se falar com as palavras de outro e criando fortes jogos de identificação e repulsa pelo que se diz. 
Esta peça foi criada em Janeiro 2015 no contexto de uma residência de criação na malavoadora.porto. O seu texto foi depois editado pela Douda Correria e lançado em Maio de 2015. Em "Romance" as vozes e perspectivas plurais que fazem normalmente parte do meu trabalho são incluídas num texto que reflete sobre o discurso vigente da classe média do mundo ocidental, parodiando com lógicas discursivas quotidianas que, extremadas, denunciam o obsceno por detrás do politicamente correto. 

"Diz que me emprestas dinheiro se eu não arranjar trabalho. Diz que acreditas que depois te pago se arranjar. Diz que não me deixas a viver na rua assim vestido. Diz-me que não estamos aqui a viver a típica situação de uma pequena burguesia de esquerda a empatizar com os pobrezinhos. Diz-me que não estamos! Diz! Não negues que estás! " (in Romance) 

Concepção, texto e interpretação: Lígia Soares 
Música: Mariana Ricardo 
Apoio à dramaturgia: Miguel Castro Caldas 
Design gráfico: Filipe Pinto 
Fotografia: Daniel Pinheiro 
Figurino: Tânia Afonso e Lígia Soares 
Produção: Máquina Agradável 
Apoio: Mala Voadora, Teatro Praga, Primeiros Sintomas 
Financiado por Ministério da Cultura / Direção Geral das Artes 

www.maquinaagradavel.com 

M/14; 50’ 

19.11.17

Apagão


DAVID MARQUES + TIAGO CADETE // APAGÃO 
QUI 23 NOV 21:30 // Teatro Esther de Carvalho, Montemor-o-Velho

Na passagem para o século XX, um teatro escuro poderia ter sido chamado de "wagneriano", referenciando o compositor alemão Richard Wagner. Foi para criar uma maior atenção ao que se passava em cena perante os olhos do espectador que Wagner escureceu a plateia, através dos avanços eléctricos nas luzes para teatro, evitando assim que o libreto da ópera fosse lido e consultado durante a récita. Esta escuridão permitiu uma maior imersão do público no espectáculo e a exploração de efeitos ópticos e ilusões que deram origem ao teatro negro, que explorava o desaparecimento de corpos e objectos sobre um fundo negro que enganava o olhar. Antes disso, o teatro era um espaço para ver e ser visto, dois objetivos que muitas vezes estavam em conflito.
Em APAGÃO queremos não só retirar a luz da plateia - como fez Wagner - mas também a do palco que tradicionalmente se ilumina perante o espectador.

Criação e interpretação: David Marques e Tiago Cadete
M/16; 50'

18.11.17

Notas de um primata suicida

© MB

NOTAS DE UM PRIMATA SUICIDA é a última estação do projecto a "Importância de ser Paul B. Preciado” que Miguel Bonneville vem a desenvolver desde o final de 2016.
Após a residência de criação em Montemor-o-Velho, em agosto, Miguel Bonneville estreou em outubro “Arquipélago”, em Lisboa.
No final de um longo processo de criação, o artista revela a exaustão que advém da imersão - uma espécie de paixão que esmorece - nas obras e teorias de género do filósofo espanhol Paul Preciado e apresenta-nos uma performance singular – uma ilha.
 “Notas de um primata suicida” é o último suspiro do projecto, a solo.

MIGUEL BONNEVILLE // NOTAS DE UM PRIMATA SUICIDA
SAB 18 NOV 21:30 // Teatro Esther de Carvalho, Montemor-o-Velho

Direcção, interpretação, vídeo e texto: Miguel Bonneville
Voz: Diogo Bento
Sonoplastia: blackbambi
Edição de vídeo: Joana Linda
Design edição/livro: ilhas
Produção executiva: Cristina Correia

miguelbonneville.com

M/16; 50'

16.11.17

Lavoisier em concerto

 Lavoisier – foto © Gui Garrido

SEX 17 NOV 21:30 
Teatro Esther de Carvalho, Montemor-o-Velho

A abertura do Citemor 2017 fica a cargo dos LAVOISIER que, partindo do conhecido lema "na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma", se inspiraram nas recolhas de Giacometti e no cancioneiro popular português para criarem as suas versões que respiram contemporaneidade. Patrícia Relvas e Roberto Afonso acabam de lançar o primeiro disco de originais, “É Teu”, que servirá de base ao concerto da próxima sexta-feira.

11.11.17

Este ano o Citemor chega no Outono.

A 39ª edição do Festival de Montemor-o-Velho vai decorrer de 17 de Novembro a 9 de Dezembro, entre Montemor-o-Velho e as cidades de Coimbra e Figueira da Foz.
O Citemor, que é na sua génese um festival de verão, teve necessidade de adequar o calendário aos programas de apoio da DG Artes, o seu principal suporte, e realiza-se este ano no Outono.
Consulte a programação completa em www.citemor.com


1.11.17

RESIDÊNCIAS DE CRIAÇÃO 2017

"Apagão" // DAVID MARQUES e TIAGO CADETE

6 a 13 Ago // Montemor-o-Velho

Na passagem para o século XIX, um teatro escuro poderia ter sido chamado de "wagneriano", referenciando o compositor alemão Richard Wagner. Foi para criar uma maior atenção ao que se passava em cena perante os olhos do espectador que Wagner escureceu a plateia, através dos avanços eléctricos nas luzes para teatro, evitando assim que o libreto da ópera fosse lido e consultado durante a récita. Esta escuridão permitiu uma maior imersão do público no espectáculo e a exploração de efeitos ópticos e ilusões que deram origem ao teatro negro, que explorava o desaparecimento de corpos e objectos sobre um fundo negro que enganava o olhar. Antes disso, o teatro era um espaço para ver e ser visto, dois objetivos que muitas vezes estavam em conflito.

Em "Apagão" queremos não só retirar a luz da plateia - como fez Wagner - mas também a do palco que tradicionalmente se ilumina perante o espectador.
MIGUEL BONNEVILLE

6 a 13 Ago // Montemor-o-Velho
"A importância de ser Paul B Preciado" é o quarto espectáculo do projecto "A importância de ser" - espectáculos concebidos em série, que têm como ponto de partida a vida e a obra de artistas e pensadores cuja relevância seja vital no meu percurso artístico. Nesta série exploro a singularidade do impacto de diferentes artistas e pensadores no mundo, do seu/nosso desejo de expor as limitações e poderes subversivos das subculturas do corpo, e de pensar a identidade como um lugar de acção política. Não poderia deixar de persistir nas questões de género e de identidade que sempre foram temas centrais no meu trabalho e que, embora tratados de forma diferente, são essenciais também na obra de Preciado.

Em "Arquipélago" tomo como ponto de partida para este projecto a ideia de 'ensaio corporal' que surge nas obras de Preciado, dando continuidade à pesquisa iniciada nas minhas peças anteriores, na qual procurei que o corpo, a performance e a escrita se desenvolvessem nas suas ligações directas com a filosofia. A progressão destas ligações no meu trabalho foi surgindo tanto do encontro com o slogan feminista “o pessoal é político”, como do encontro com escritores e pensadores que praticam o exercício da filosofia na primeira pessoa. Parto então de uma leitura cruzada de diferentes pressupostos teóricos, de forma a repensar as diferentes formas históricas de opressão e dominação do corpo e os seus possíveis pontos de fuga.




5.8.17

39º Festival: residências de criação

O Citemor promove em Montemor-o-Velho, de 6 a 13 de Agosto, duas das residências de criação inscritas em plano para este ano. Miguel Bonneville prepara a criação de “A importância de ser Paul B. Preciado - Arquipélago” e David Marques com Tiago Cadete, a obra denominada “Apagão”.

Por enquanto, não há resultados definitivos do concurso Apoios Pontuais - Programação 2017 da DG Artes, o principal suporte à realização do festival. No entanto, a inclusão do projecto na lista provisória de candidaturas a apoiar, é entendido pela organização como um indicador positivo, e a equipa do Citemor estuda já a recalendarização do festival para o outono.


16.8.16

O Citemor convida para as últimas propostas do programa de 2016

O Festival de Montemor-o-Velho aproxima-se do final da sua edição de 2016 e convida para as últimas propostas do programa.

Os espectadores que chegarem mais cedo à vila, na Sexta 19 e Sábado 20, podem assistir à apresentação do LOOPS.Lisboa entre as 18:00 e as 22:00, na Junta de Freguesia. Nesta primeira edição, a artista visual Irit Batsry seleccionou as três criações finalistas que constituem a presente exposição, três exemplos contemporâneos e representativos da revisão permanente que caracteriza esta unidade essencial da linguagem da imagem: “Travel Shot” de Francisca Manuel e Elizabete Francisca, “O Retrato de Ulisses” de João Cristóvão Leitão e “Cascade” de João Pedro Fonseca. LOOPS.Lisboa resulta da parceria do Festival Temps d’Images com o Museu de Arte Contemporânea - Museu do Chiado, e visa apoiar a criação na área da videoarte.


















Rui Catalão em "Dentro das Palavras" © Patricia Almeida

Na sexta-feira dia 19, Rui Catalão apresenta no Teatro Esther de Carvalho, às 22:30, “Dentro das Palavras”, uma obra de referência no percurso do criador. Como ponto de partida, o jogo entre a palavra inglesa character, que significa 'personalidade' e 'personagem', e a portuguesa caráter, que só abrange aquele primeiro sentido. "Na nossa língua criamos uma ideia de 'verdade' em relação à personalidade, enquanto os ingleses criam uma de 'dinâmica', ou seja, de que importa construir traços de identidade com os quais nos definimos face à sociedade, e vice-versa", explica o autor e intérprete da peça, que explora as fronteiras entre personagem e personalidade, biografia e ficção, privado e público.



O Citemor encerra no sábado dia 20, com o concerto de Surma, às 22:30 no Teatro Esther de Carvalho. Surma é o projecto one-woman-band, onde a emergente Débora Umbelino domina teclas, samplers, cordas, vozes e loop stations em sonoridades que fogem do jazz para o post-rock, da electrónica para o noise…
Um bom fim de semana! E boas festas!


No acesso a todos os espectáculos é o espectador que define o preço do bilhete.
Mais informações em www.citemor.com e www.facebook.com/citemor

Reservas pelo telefone 926 962 795 (14:00-20:00) ou por e-mail: reservas@citemor.com

12.8.16

Após o arranque em Coimbra o Citemor regressa à vila de Montemor-o-Velho

Hoje abrimos o LOOPS.Lisboa na Junta de Freguesia às 18:00.
Depois, vamos para o Teatro Esther de Carvalho, às 22:30, para as “Conversas Fictícias” de Ignasi Duarte, que convidou para esta noite o escritor Gonçalo M. Tavares.
No sábado, também às 22:30, regressamos à Sala B, para MB#6 de Miguel Bonneville.


© Ynaiê Dawson

No acesso a todos os espectáculos é o espectador que define o preço do bilhete. Mais informações em www.citemor.com e www.facebook.com/citemor
Reservas pelo telefone 926 962 795 (14:00//20:00) ou por e-mail: reservas@citemor.com
Tenham um bom fim de semana.

5.8.16

Alla Prima, de Tiago Cadete

“Alla Prima”, estreado já em 2016 em Lisboa, no âmbito do Festival Temps d'Images, aborda os clichês e os lugares comuns sobre “o Brasil, os brasileiros e a brasilidade”. Numa entrevista recente, Tiago Cadete salientava a forma como “a identidade do corpo brasileiro está ainda tão marcada pelo olhar do outro: do europeu, do colonizador”. O título do espectáculo vem das artes visuais e em particular da pintura: “Alla prima” é uma técnica em que o artista aplica várias camadas de tinta umas sobre as outras, sem esperar que sequem, sobrepondo cores e imagens. Neste trabalho de Tiago Cadete, explica Raphael Fonseca, consultor de História da Arte, é o corpo do artista que “responde directamente a uma série de descrições sobre o que poderiam ser estes 'corpos brasileiros'. Para além da narrativa histórica eurocêntrica que criou a teoria das três raças no Brasil – onde as populações africanas, europeias e indígenas seriam ingredientes deste caldeirão cultural –, sua anatomia se transforma num receptáculo de múltiplos criadores, culturas, etnias e proposições plásticas”. Tiago Cadete vive entre Portugal e o Brasil, onde frequenta o Mestrado em Artes Visuais da Universidade Federal do Rio de Janeiro. De acordo com o próprio, o seu trabalho situa-se na fronteira entre o Teatro, a Dança e as Artes Visuais. É artista associado da estrutura EIRA. Pela primeira vez no TCSB, Tiago Cadete apresenta “Alla Prima” a 6 de Agosto, sábado, pelas 21h30. Como tem sido habitual nas mais recentes edições do Citemor, é o espectador que define o preço do bilhete que quer pagar. É igualmente possível efectuar reserva de bilhetes, junto do Citemor (926 962 795 / reservas@citemor.com) ou directamente para o Teatro (239 718 238 / 966 302 488 / geral@aescoladanoite.pt).


 

3.8.16

Nice Weather For Ducks em concerto

“Marigold” foi a primeira amostra do regresso dos Nice Weather For Ducks aos discos. A banda que em 2012 lançou “Quack” - e deu origem à Omnichord Records - criou uma rodela bonita e cheia de música chamada "Love Is You And Me Under The Night Sky”.
A tour de apresentação do disco arrancou no Porto, no Hard Club, a 27 de Maio, e passou por Lisboa, no CCB, a 4 de Junho. Chega agora ao Salão Brazil, em Coimbra, para fechar o primeiro dia do Citemor 2016.

Nice Weather For Ducks 5 de Agosto às 23:00 no Salão Brazil

PARADIGMA de Dinis Machado

© Hanna Kangassalo

O espectáculo de abertura da edição deste ano terá lugar na sexta-feira, dia 5 de Agosto, pelas 21h30. Nas palavras do próprio autor/intérprete, “Paradigma” é “uma dança de um exotismo de lado nenhum”, “um reclamar ritualista de diferença e cidadania”, construído a partir de “referências paradoxais”, vindas “dos lugares onde nascemos, dos lugares onde vivemos, de lugares onde nunca estivemos e sobretudo de lugares ficcionais”.
O espectáculo reflecte sobre a noção de “corpo”, enquanto “uma peça mecânica de um corpo orgânico maior - o próprio palco. Este corpo move-se como se estivesse a manobrar algo cujas consequências nunca são directas ou evidentes”. Um corpo “que, através desta prática, entra num processo de abstracção, tentando fugir do seu próprio antropomorfismo” e “distante da busca por uma qualquer essência”. “Paradigma” – sintetiza – é “uma cerimónia vinda de um tempo antes da divisão entre arquiteto e construtor, onde se produzem símbolos abstractos com materiais complexos e uma engenharia caseira”.
Dinis Machado nasceu em 1987 e é formado em Dança e Artes Visuais. Radicado em Estocolmo desde 2012, trabalha como intérprete desde 2005 e como coreógrafo dos seus próprios trabalhos desde 2007.
PR

2.8.16

Litocar obtém tripla certificação

O grupo Litocar, patrocinador do Citemor, obteve em 2016, a certificação às normas de Gestão da Qualidade (NP EN ISO 9001), Gestão Ambiental (NP EN ISO 14001) e Gestão da Segurança e Saúde do Trabalho (OHSAS 18001) nas suas três empresas de retalho automóvel: Litocar - Distribuição Automóvel S.A., Litocar BI - Comércio Automóvel S.A. e Litocar H - Comércio Automóvel S.A. A certificação, atribuída pela APCER, confirma o cumprimento de normas de elevado rigor e exigência nos serviços prestados nas nove instalações do grupo e nos seus 23 pontos de venda.
A obtenção da tripla certificação resulta de uma estratégia continuada de adoção de medidas com vista à melhoria dos processos, da satisfação dos clientes e colaboradores Litocar. Uma política de qualidade e sustentabilidade ambiental que está fortemente inscrita no plano estratégico do grupo Litocar, cuja visão passa por “ser um operador de referência na distribuição automóvel, apoiado nos valores da qualidade e da sustentabilidade, económica, social e ambiental”.

www.litocar.pt

24.7.16

“In extremis” o Festival de Montemor-o-Velho assegura as condições mínimas para a sua realização e anuncia o seu arranque para 5 de Agosto.

O Citemor assegurou “in extremis” as condições mínimas para a sua realização em 2016. Foi decisivo, para viabilizar a 38ª edição do festival, o empenho do Secretário de Estado da Cultura, Miguel Honrado, e de várias entidades que historicamente apoiam o projecto. Após quatro edições de resistência, é com uma esperança renovada e com a expectativa de estar perante um momento de viragem há muito desejado que o Citemor anuncia a sua programação para este ano.

A decorrer entre Coimbra e Montemor-o-Velho, de 5 a 20 de Agosto, esta edição é naturalmente condicionada pelas limitações orçamentais. Mas mais do que instinto de sobrevivência, o Citemor afirma a capacidade de se reinventar e desenhou um programa composto por um conjunto de propostas artísticas, entre criações muito recentes e a remontagem de obras de referência, que responde às suas orientações programáticas e que se inscreve na identidade do festival. Neste programa, o Citemor acolhe criadores emergentes, possibilita o acompanhamento de alguns percursos artísticos, sinaliza a relação privilegiada com Espanha, mas simultaneamente, sem deixar de perspectivar o futuro ao apresentar pela primeira vez criadores com que projecta trabalhar nas próximas temporadas.

Afastado dos apoios estruturais desde 2012 e suportado essencialmente pela comunidade artística, o festival estava em risco até há poucos dias devido à ausência de financiamento. Para além do interesse intrínseco do programa proposto, a realização desta edição permite conduzir o festival até um novo quadro concursal. A intenção é proteger o investimento público e privado já realizado, bem como as dinâmicas associadas ao projecto que subsistem no território.

Face aos condicionalismos, o programa não apresenta obras desenvolvidas em residência de criação ou a estreia de co-produções. Enquanto vector fundamental do projecto, o festival deverá nas próximas edições voltar a materializar a sua vocação na produção de novas obras, continuando a assinar um contributo significativo para a edificação de um repertório contemporâneo.

A pertinência do Citemor não reside apenas no facto de ser o mais antigo festival do país ou de protagonizar um historial notável ao longo de várias décadas. O que torna este festival incontornável, quando dotado dos recursos adequados à sua missão, é o que deverá oferecer no futuro aos artistas e aos públicos, enquanto lugar de criação. 
 

COIMBRA
Sex 5 Ago | 21:30 | Teatro da Cerca de São Bernardo
DINIS MACHADO
PARADIGMA

Sex 5 Ago | 23:00 | Salão Brazil
NICE WEATHER FOR DUCKS

Sáb 6 Ago | 21:30 | Teatro da Cerca de São Bernardo
TIAGO CADETE
ALLA PRIMA


MONTEMOR-O-VELHO
Sex 12, Sáb 13, Sex 19 e Sáb 20 | 18:00 / 22:00 | Junta de Freguesia
LOOPS.Lisboa
TRAVEL SHOT de FRANCISCA MANUEL E ELIZABETE FRANCISCA
O RETRATO DE ULISSES de JOÃO CRISTÓVÃO LEITÃO
CASCADE de JOÃO PEDRO FONSECA

Sex 12 Ago | 22:30 | Teatro Esther de Carvalho
IGNASI DUARTE +
GONÇALO M. TAVARES
CONVERSAS FICTÍCIAS

Sáb 13 Ago | 22:30 | Sala B
MIGUEL BONNEVILLE
MB #6

Sex 19 Ago | 22:30 | Teatro Esther de Carvalho
RUI CATALÃO
DENTRO DAS PALAVRAS

Sáb 20 Ago | 22:30 | Teatro Esther de Carvalho
SURMA


+ informações e reservas: www.citemor.com

16.8.15

THE HORN OF PLENTY DRESS - SUMMER 2015

THE HORN OF PLENTY DRESS - SUMMER 2015
de TANIA ARIAS
Fotografia de SUSANA PAIVA