© Francisco Aguiar
LUÍS SEVERO // CONCERTO
Sáb 11 Ago 22:30 // Garagem Auto Peninsular, Figueira da Foz
Em 2016, na ressaca do bem sucedido "Cara d'Anjo" (2015), Luís Severo muda-se para o estúdio da Cuca Monga e grava o seu segundo álbum, o homónimo "Luís Severo" (2017), com a participação de Manuel Palha, Tomás Wallenstein, Salvador Seabra, (Capitão Fausto/Cuca Monga), Diogo Rodrigues (Cuca Monga), Calcutá, April Marmara (Maternidade), Bernardo Álvares, Primeira Dama e Violeta Azevedo.
Apresentou o álbum homónimo em Março de 2017 da mesma forma como o compôs - ao piano - no duplamente esgotado Teatro Ibérico. Correu Portugal no Verão pelas rádios, com os singles "Escola" e "Boa Companhia", e por salas lotadas como a Galeria Zé dos Bois ou o Passos Manuel.
No último trimestre de 2017 voltou ao formato piano e voz no Vodafone Mexefest, concerto que gravou para editar o "Pianinho", oferecido ao público no dia de Natal. Pelo meio, lançou o terceiro single, "Planície (Tudo Igual)". Terminou o ano no topo das listas, destaque para o Expresso, Público, Blitz e Radar.
No início de 2018, voou para uma residência artística em S. Miguel, onde começou a preparar canções para o futuro. Para fechar o presente, e antes de fechar-se no estúdio, Luís Severo dá mais uma volta pelo país. Mas nunca vai só: ora vai com a habitual companhia do piano e/ou da guitarra, ora vai com a menos habitual companhia da sua banda.
Fora deste projecto, Luís Severo já foi produtor musical de artistas como Filipe Sambado e Éme, compositor de canções para artistas como Cristina Branco e trabalha na agência/produtora/promotora musical Maternidade.
luissevero.bandcamp.com
facebook.com/luisseverocantor
11.8.18
10.8.18
TEATRO DO VESTIDO // PONTES DE SAL OU AS MÃOS GRETADAS
TEATRO DO VESTIDO // PONTES DE SAL OU AS MÃOS GRETADAS
Trabalho de campo para uma criação futura
Sex 10 Ago 21:30 & 23:00
Núcleo Museológico do Sal, Figueira da Foz
(residência de criação, apresentação informal)
Salinas, Figueira da Foz.
Trabalho feito por gente.
Gente com vidas que merecem ser contadas.
Lugares que são parte dessas práticas em abandono, práticas em desuso, em desaparecimento.
Lugares em desaparecimento.
O Teatro do Vestido no CITEMOR, em busca de lugares, profissões e histórias em desaparecimento, neste seu esforço de inscrição permanente sob forma performática, na paisagem dos dias, na paisagem do festival, na vida dos que partilham desta forma de teatro-acontecimento-experiência,
qualquer coisa como teatro-poema enquanto forma de escavar,
desenterrar o que se quer enterrado e apagado, nessa voracidade de se pensar
o futuro sempre para hoje,
e tanta coisa nova para agarrar, comprar, descobrir.
Ou: este plano tão bem montado do esquecimento.
A bem de um presente sem memória.
E nós na luta contra isso.
Com este projecto, o Teatro do Vestido regressa ao CITEMOR, esse lugar onde há espaço para estar, para escavar, para conduzir processos de investigação e residência. Com esta residência, iniciamos o nosso trabalho de campo, que culmina aqui com a apresentação dos diários de campo desta primeira etapa. E só o podemos fazer porque estamos no CITEMOR, porque é junto com essa equipa que o fazemos.
Se, há um ano atrás, nos imaginávamos “de mãos gretadas e boca seca do calor,
e a querer falar sobre isso”, hoje confirmamo-lo – estamos assim, exactamente assim. Vontade doida de falar destas coisas em desaparecimento, destas pessoas e saberes ancestrais em desaparecimento.
Hoje, escrevemos,
É mais ou menos como as salinas deste marinho.
Agora está escuro e por isso vocês não vêem.
Mas é só imaginar cada canal como uma dessas tais feridas abertas e está feito.
Os canais têm nomes, e os caminhos têm nomes,
e tem tudo nomes, todos os utensílios,
todas as ervas,
os passos todos.
Nós não os sabemos exactamente
Mas vamos levar-vos numa viagem pelo escuro do sal
Da água
Da lama
Ou, citando o Branquinho da Fonseca,
“boca ressalgada.................boca ressalgada...........”
Ou, citando o Gedeão,
“provo-me e saibo a sal/ não se nasce impunemente nas praias de Portugal.”
E é bem verdade.
Joana Craveiro
(a escrever na antiga ortografia mais ou menos desde 1979)
Texto e direcção: Joana Craveiro
Criação e Interpretação: Carlos Marques, Joana Craveiro e Tânia Guerreiro
Música (composição e interpretação): Carlos Marques
Figurinos: Tânia Guerreiro
Desenho de Luz: Carlos Ramos
Produção Executiva: Cláudia Teixeira e Joana Cordeiro
Co-produção: Teatro do Vestido e CITEMOR
O Teatro do Vestido é uma estrutura financiada pela República Portuguesa / Ministério da Cultura / Direcção Geral das Artes
Joana Craveiro é Artista Residente do Teatro Viriato
O Teatro do Vestido agradece a todos os que generosamente connosco partilharam as suas histórias de vida, artes e saberes, especialmente a Gilda, o Paulo, a Rosa, a Linda, o Sr. Zé Carlos, o Sr. Buiça, o Sr. Reis, o Luís, a Jacqueline. Agradece ainda ao Paulo toda a generosidade na partilha do seu espaço, e da comida que tão generosamente nos serviu. Agradece ao Núcleo Museológico do Sal a paciência, a hospitalidade e a liberdade que nos ofereceu neste processo. Agradece à equipa do CITEMOR por continuar a ser como é, ou seja, incansável, inigualável, e mais coisas a começar com i, e todas boas. Agradece à mais jovem membro da equipa, Luísa, pelo precioso apoio e assistência. E agradece ao chef Carlitos e aos seus imbatíveis manjares.
Agradecemos ainda às nossas famílias, que estão sempre na rectaguarda disto tudo que fazemos.
E, por falar nisso, enquanto decorria este processo, lavrava furiosamente no sul de Portugal, um fogo que devastava tudo, comia uma serra inteira. Um dos membros da nossa equipa é oriunda daí mesmo, dessa terra ardida. Agradecemos-lhe o ter ficado connosco no meio disto tudo, e dizemos-lhe que este espectáculo é, também, em memória dessa terra ardida, dessa tristeza tão grande.
9.8.18
ANGÉLICA LIDDELL // LA TIERRA
© Angélica Liddell
ANGÉLICA LIDDELL // LA TIERRA
Qui 9 Ago 22:30 // Teatro Esther de Carvalho, Montemor-o-Velho
(residência de criação, apresentação informal)
Tenho 50 anos e não sei ler nem escrever. Se corto um bocado do meu corpo e o deito numa panela de água a ferver, permanece cru. Nem consigo escutar com clareza, ouço apenas palavras soltas e estranhas. Tudo descamba uma e outra vez. O pior de tudo é que já não pode haver um título, nem um argumento, já não pode haver um início. Já não posso começar do início, de nenhuma maneira. Promete-me que não contas a ninguém. Vi uma serpente com a cabeça inchada. Mordeu-me no tornozelo e tive que matá-la. Quando tudo terminou e o bicho sangrava a meus pés dei-me conta de que a serpente era uma criança. Como os meus pais estão mortos, não tenho ninguém a quem pedir perdão. Guardo apenas dois frascos com cinzas. E, já que não posso ser perdoada, resta-me apenas o pobre recurso da expiação.
ANGÉLICA LIDDELL
Criação e Interpretação Angélica Liddell Assistência Sindo Puche
Iluminação Octavio Gomez
Cantor Álvaro Romero
Participações especiais Albertino Nunes, Alda Pardal, Ana Mónica Silva, Beatriz Morais, Conceição Rocha, David Alessandro, Eduardo Pinto, Filipa Alegre, Gustavo Veloso, Helena Pardal dos Santos, Henrique Montenegro, Luís Mendes, Maria Martins, Manuela Durão, Mário Garrote, Rita Anatilde, Rosa Balreira e Rosinda Costa
Co-produção Altra Bilís e Citemor
Agradecimentos ACAPO, Antonieta Galvão, António Azenha, Catarina Ferreira, João Requeijo, Rita Grade e Marília Oliveira.
4.8.18
FRANCISCO CAMACHO // VIAGEM SENTIMENTAL # MONTEMOR-O-VELHO
Sáb 4 Ago 22:30 // Sala B, Montemor-o-Velho
(residência de criação)
“Viagem Sentimental” é um projecto do coreógrafo Francisco Camacho que se centra na pesquisa de uma determinada zona geográfica para a construção de um espectáculo que reflecte essa observação dos locais onde se desloca. A metodologia pressupõe que o coreógrafo viaje para uma dada região, munido dos seus apetrechos para registar as primeiras impressões sobre o local e as suas gentes. Visita uma série de pontos de interesse e tem conversas com pessoas relevantes para a sua pesquisa, conhecedoras da história, dos hábitos e da cultura locais. Assume o lugar do forasteiro, num misto de curiosidade e inquirição, que tenta compreender os códigos da vida e as potencialidades coreográficas na paisagem e movimentos da terra.
Um dos eixos que determina o desenvolvimento do espectáculo é a identificação de festividades e ritos da região envolvente, no sentido de os revisitar, desenvolvendo uma linguagem de movimento que estruturará a coreografia. Um dos outros eixos prende-se com a recolha de informação sobre figuras notórias da terra, seja porque se distinguiram na sua intervenção profissional, social ou cultural, sejam porque mantêm um papel importante no imaginário local, sendo figuras singulares - típicas ou atípicas pela sua excentricidade.
A reelaboração dos materiais recolhidos prevê o desenvolvimento de cenas do espectáculo que evocam essas figuras, numa linha de trabalho habitual no coreógrafo, conhecido pela abordagem de personagens, e passa também pela escrita de textos a serem ditos ao vivo ou em gravação, ou ainda projectados.
Desejavelmente, este primeiro contacto com a terra inclui um período de atelier artístico com interessados nas artes performativas e que, junto com o coreógrafo, abordam criativamente elementos que definem a cultura local. Estes participantes contribuem assim para a perspectiva cultural e artística do artista forasteiro, enriquecendo o seu trabalho. Estes contributos poderão chegar a contemplar participações cénicas ou em registo audiovisual a utilizar no espectáculo.
Coreografia e interpretação Francisco Camacho
Direcção técnica, iluminação e vídeo Hugo Coelho
Assistência artística e de produção Carlota Borges Lloret Produção EIRA
Agradecimentos Agrupamento de Escolas de Montemor, Alfredo Pinheiro Marques, António Pardal, Deolindo Pessoa, Diego Lasio, Flávio Imperial, Hugo Barbosa, Luís Filipe Silva, Marta Santos, Miguel Figueira, Pamela Gallo, Pedro Ferrão, Rosa Azambuja Autoria do registo fotográfico das pinturas de Manuel Jardim Arquivo de Documentação Fotográfica (ADF) da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC)
Projecto iniciado a convite de DeVIR CAPa
Direcção técnica, iluminação e vídeo Hugo Coelho
Assistência artística e de produção Carlota Borges Lloret Produção EIRA
Agradecimentos Agrupamento de Escolas de Montemor, Alfredo Pinheiro Marques, António Pardal, Deolindo Pessoa, Diego Lasio, Flávio Imperial, Hugo Barbosa, Luís Filipe Silva, Marta Santos, Miguel Figueira, Pamela Gallo, Pedro Ferrão, Rosa Azambuja Autoria do registo fotográfico das pinturas de Manuel Jardim Arquivo de Documentação Fotográfica (ADF) da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC)
Projecto iniciado a convite de DeVIR CAPa
2.8.18
JOÃO FIADEIRO // I AM (NOT) HERE
© Rui Xavier
JOÃO FIADEIRO // I AM (NOT) HERE
Sex 3 Ago 22:30 // Casa Catela, Montemor-o-Velho
I am (not) here de/com João Fiadeiro
a partir de I am here (2003) de João Fiadeiro que, por sua vez, foi construído a partir do imaginário da artista visual Helena Almeida .
“Olhamos para o corpo e o corpo termina de repente nos pés, nas mãos. Acaba ali. Não há mais nada à frente, parece uma escarpa de um rochedo sobre o mar. De repente, termina.”
Helena Almeida
INTRODUÇÃO
I am (not) here é uma performance-instalação que adapta o espetáculo I Am Here de João Fiadeiro para um espaço não convencional, sem frente definida, onde o espectador se movimenta e relaciona com a apresentação a seu ritmo e a seu modo. Nesse sentido, I am (not) here aproxima-se de forma mais explícita do território que lhe deu origem: o das artes plásticas e da performance art, onde espectador e obra quase se cruzam, quase trocam de lugar. I am (not) here continua para lá da apresentação que lhe dá corpo. A sua presença manifestar-se-á através dos restos, rastos e traços resultantes da performance.
Criação e interpretação: João Fiadeiro
Montagem do espaço cénico e operação de luz: Paulo Morais
Fotografias em tempo real: Katia Sá
Residência técnica: Teatro Viriato
Agradecimento: Rui Xavier, Carolina Campos e Letícia Skrycky
www.re-al.org
JOÃO FIADEIRO // I AM (NOT) HERE
Sex 3 Ago 22:30 // Casa Catela, Montemor-o-Velho
I am (not) here de/com João Fiadeiro
a partir de I am here (2003) de João Fiadeiro que, por sua vez, foi construído a partir do imaginário da artista visual Helena Almeida .
“Olhamos para o corpo e o corpo termina de repente nos pés, nas mãos. Acaba ali. Não há mais nada à frente, parece uma escarpa de um rochedo sobre o mar. De repente, termina.”
Helena Almeida
INTRODUÇÃO
I am (not) here é uma performance-instalação que adapta o espetáculo I Am Here de João Fiadeiro para um espaço não convencional, sem frente definida, onde o espectador se movimenta e relaciona com a apresentação a seu ritmo e a seu modo. Nesse sentido, I am (not) here aproxima-se de forma mais explícita do território que lhe deu origem: o das artes plásticas e da performance art, onde espectador e obra quase se cruzam, quase trocam de lugar. I am (not) here continua para lá da apresentação que lhe dá corpo. A sua presença manifestar-se-á através dos restos, rastos e traços resultantes da performance.
Criação e interpretação: João Fiadeiro
Montagem do espaço cénico e operação de luz: Paulo Morais
Fotografias em tempo real: Katia Sá
Residência técnica: Teatro Viriato
Agradecimento: Rui Xavier, Carolina Campos e Letícia Skrycky
www.re-al.org
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