© Francisco Aguiar
LUÍS SEVERO // CONCERTO
Sáb 11 Ago 22:30 // Garagem Auto Peninsular, Figueira da Foz
Em 2016, na ressaca do bem sucedido "Cara d'Anjo" (2015), Luís Severo muda-se para o estúdio da Cuca Monga e grava o seu segundo álbum, o homónimo "Luís Severo" (2017), com a participação de Manuel Palha, Tomás Wallenstein, Salvador Seabra, (Capitão Fausto/Cuca Monga), Diogo Rodrigues (Cuca Monga), Calcutá, April Marmara (Maternidade), Bernardo Álvares, Primeira Dama e Violeta Azevedo.
Apresentou o álbum homónimo em Março de 2017 da mesma forma como o compôs - ao piano - no duplamente esgotado Teatro Ibérico. Correu Portugal no Verão pelas rádios, com os singles "Escola" e "Boa Companhia", e por salas lotadas como a Galeria Zé dos Bois ou o Passos Manuel.
No último trimestre de 2017 voltou ao formato piano e voz no Vodafone Mexefest, concerto que gravou para editar o "Pianinho", oferecido ao público no dia de Natal. Pelo meio, lançou o terceiro single, "Planície (Tudo Igual)". Terminou o ano no topo das listas, destaque para o Expresso, Público, Blitz e Radar.
No início de 2018, voou para uma residência artística em S. Miguel, onde começou a preparar canções para o futuro. Para fechar o presente, e antes de fechar-se no estúdio, Luís Severo dá mais uma volta pelo país. Mas nunca vai só: ora vai com a habitual companhia do piano e/ou da guitarra, ora vai com a menos habitual companhia da sua banda.
Fora deste projecto, Luís Severo já foi produtor musical de artistas como Filipe Sambado e Éme, compositor de canções para artistas como Cristina Branco e trabalha na agência/produtora/promotora musical Maternidade.
luissevero.bandcamp.com
facebook.com/luisseverocantor
11.8.18
10.8.18
TEATRO DO VESTIDO // PONTES DE SAL OU AS MÃOS GRETADAS
TEATRO DO VESTIDO // PONTES DE SAL OU AS MÃOS GRETADAS
Trabalho de campo para uma criação futura
Sex 10 Ago 21:30 & 23:00
Núcleo Museológico do Sal, Figueira da Foz
(residência de criação, apresentação informal)
Salinas, Figueira da Foz.
Trabalho feito por gente.
Gente com vidas que merecem ser contadas.
Lugares que são parte dessas práticas em abandono, práticas em desuso, em desaparecimento.
Lugares em desaparecimento.
O Teatro do Vestido no CITEMOR, em busca de lugares, profissões e histórias em desaparecimento, neste seu esforço de inscrição permanente sob forma performática, na paisagem dos dias, na paisagem do festival, na vida dos que partilham desta forma de teatro-acontecimento-experiência,
qualquer coisa como teatro-poema enquanto forma de escavar,
desenterrar o que se quer enterrado e apagado, nessa voracidade de se pensar
o futuro sempre para hoje,
e tanta coisa nova para agarrar, comprar, descobrir.
Ou: este plano tão bem montado do esquecimento.
A bem de um presente sem memória.
E nós na luta contra isso.
Com este projecto, o Teatro do Vestido regressa ao CITEMOR, esse lugar onde há espaço para estar, para escavar, para conduzir processos de investigação e residência. Com esta residência, iniciamos o nosso trabalho de campo, que culmina aqui com a apresentação dos diários de campo desta primeira etapa. E só o podemos fazer porque estamos no CITEMOR, porque é junto com essa equipa que o fazemos.
Se, há um ano atrás, nos imaginávamos “de mãos gretadas e boca seca do calor,
e a querer falar sobre isso”, hoje confirmamo-lo – estamos assim, exactamente assim. Vontade doida de falar destas coisas em desaparecimento, destas pessoas e saberes ancestrais em desaparecimento.
Hoje, escrevemos,
É mais ou menos como as salinas deste marinho.
Agora está escuro e por isso vocês não vêem.
Mas é só imaginar cada canal como uma dessas tais feridas abertas e está feito.
Os canais têm nomes, e os caminhos têm nomes,
e tem tudo nomes, todos os utensílios,
todas as ervas,
os passos todos.
Nós não os sabemos exactamente
Mas vamos levar-vos numa viagem pelo escuro do sal
Da água
Da lama
Ou, citando o Branquinho da Fonseca,
“boca ressalgada.................boca ressalgada...........”
Ou, citando o Gedeão,
“provo-me e saibo a sal/ não se nasce impunemente nas praias de Portugal.”
E é bem verdade.
Joana Craveiro
(a escrever na antiga ortografia mais ou menos desde 1979)
Texto e direcção: Joana Craveiro
Criação e Interpretação: Carlos Marques, Joana Craveiro e Tânia Guerreiro
Música (composição e interpretação): Carlos Marques
Figurinos: Tânia Guerreiro
Desenho de Luz: Carlos Ramos
Produção Executiva: Cláudia Teixeira e Joana Cordeiro
Co-produção: Teatro do Vestido e CITEMOR
O Teatro do Vestido é uma estrutura financiada pela República Portuguesa / Ministério da Cultura / Direcção Geral das Artes
Joana Craveiro é Artista Residente do Teatro Viriato
O Teatro do Vestido agradece a todos os que generosamente connosco partilharam as suas histórias de vida, artes e saberes, especialmente a Gilda, o Paulo, a Rosa, a Linda, o Sr. Zé Carlos, o Sr. Buiça, o Sr. Reis, o Luís, a Jacqueline. Agradece ainda ao Paulo toda a generosidade na partilha do seu espaço, e da comida que tão generosamente nos serviu. Agradece ao Núcleo Museológico do Sal a paciência, a hospitalidade e a liberdade que nos ofereceu neste processo. Agradece à equipa do CITEMOR por continuar a ser como é, ou seja, incansável, inigualável, e mais coisas a começar com i, e todas boas. Agradece à mais jovem membro da equipa, Luísa, pelo precioso apoio e assistência. E agradece ao chef Carlitos e aos seus imbatíveis manjares.
Agradecemos ainda às nossas famílias, que estão sempre na rectaguarda disto tudo que fazemos.
E, por falar nisso, enquanto decorria este processo, lavrava furiosamente no sul de Portugal, um fogo que devastava tudo, comia uma serra inteira. Um dos membros da nossa equipa é oriunda daí mesmo, dessa terra ardida. Agradecemos-lhe o ter ficado connosco no meio disto tudo, e dizemos-lhe que este espectáculo é, também, em memória dessa terra ardida, dessa tristeza tão grande.
9.8.18
ANGÉLICA LIDDELL // LA TIERRA
© Angélica Liddell
ANGÉLICA LIDDELL // LA TIERRA
Qui 9 Ago 22:30 // Teatro Esther de Carvalho, Montemor-o-Velho
(residência de criação, apresentação informal)
Tenho 50 anos e não sei ler nem escrever. Se corto um bocado do meu corpo e o deito numa panela de água a ferver, permanece cru. Nem consigo escutar com clareza, ouço apenas palavras soltas e estranhas. Tudo descamba uma e outra vez. O pior de tudo é que já não pode haver um título, nem um argumento, já não pode haver um início. Já não posso começar do início, de nenhuma maneira. Promete-me que não contas a ninguém. Vi uma serpente com a cabeça inchada. Mordeu-me no tornozelo e tive que matá-la. Quando tudo terminou e o bicho sangrava a meus pés dei-me conta de que a serpente era uma criança. Como os meus pais estão mortos, não tenho ninguém a quem pedir perdão. Guardo apenas dois frascos com cinzas. E, já que não posso ser perdoada, resta-me apenas o pobre recurso da expiação.
ANGÉLICA LIDDELL
Criação e Interpretação Angélica Liddell Assistência Sindo Puche
Iluminação Octavio Gomez
Cantor Álvaro Romero
Participações especiais Albertino Nunes, Alda Pardal, Ana Mónica Silva, Beatriz Morais, Conceição Rocha, David Alessandro, Eduardo Pinto, Filipa Alegre, Gustavo Veloso, Helena Pardal dos Santos, Henrique Montenegro, Luís Mendes, Maria Martins, Manuela Durão, Mário Garrote, Rita Anatilde, Rosa Balreira e Rosinda Costa
Co-produção Altra Bilís e Citemor
Agradecimentos ACAPO, Antonieta Galvão, António Azenha, Catarina Ferreira, João Requeijo, Rita Grade e Marília Oliveira.
4.8.18
FRANCISCO CAMACHO // VIAGEM SENTIMENTAL # MONTEMOR-O-VELHO
Sáb 4 Ago 22:30 // Sala B, Montemor-o-Velho
(residência de criação)
“Viagem Sentimental” é um projecto do coreógrafo Francisco Camacho que se centra na pesquisa de uma determinada zona geográfica para a construção de um espectáculo que reflecte essa observação dos locais onde se desloca. A metodologia pressupõe que o coreógrafo viaje para uma dada região, munido dos seus apetrechos para registar as primeiras impressões sobre o local e as suas gentes. Visita uma série de pontos de interesse e tem conversas com pessoas relevantes para a sua pesquisa, conhecedoras da história, dos hábitos e da cultura locais. Assume o lugar do forasteiro, num misto de curiosidade e inquirição, que tenta compreender os códigos da vida e as potencialidades coreográficas na paisagem e movimentos da terra.
Um dos eixos que determina o desenvolvimento do espectáculo é a identificação de festividades e ritos da região envolvente, no sentido de os revisitar, desenvolvendo uma linguagem de movimento que estruturará a coreografia. Um dos outros eixos prende-se com a recolha de informação sobre figuras notórias da terra, seja porque se distinguiram na sua intervenção profissional, social ou cultural, sejam porque mantêm um papel importante no imaginário local, sendo figuras singulares - típicas ou atípicas pela sua excentricidade.
A reelaboração dos materiais recolhidos prevê o desenvolvimento de cenas do espectáculo que evocam essas figuras, numa linha de trabalho habitual no coreógrafo, conhecido pela abordagem de personagens, e passa também pela escrita de textos a serem ditos ao vivo ou em gravação, ou ainda projectados.
Desejavelmente, este primeiro contacto com a terra inclui um período de atelier artístico com interessados nas artes performativas e que, junto com o coreógrafo, abordam criativamente elementos que definem a cultura local. Estes participantes contribuem assim para a perspectiva cultural e artística do artista forasteiro, enriquecendo o seu trabalho. Estes contributos poderão chegar a contemplar participações cénicas ou em registo audiovisual a utilizar no espectáculo.
Coreografia e interpretação Francisco Camacho
Direcção técnica, iluminação e vídeo Hugo Coelho
Assistência artística e de produção Carlota Borges Lloret Produção EIRA
Agradecimentos Agrupamento de Escolas de Montemor, Alfredo Pinheiro Marques, António Pardal, Deolindo Pessoa, Diego Lasio, Flávio Imperial, Hugo Barbosa, Luís Filipe Silva, Marta Santos, Miguel Figueira, Pamela Gallo, Pedro Ferrão, Rosa Azambuja Autoria do registo fotográfico das pinturas de Manuel Jardim Arquivo de Documentação Fotográfica (ADF) da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC)
Projecto iniciado a convite de DeVIR CAPa
Direcção técnica, iluminação e vídeo Hugo Coelho
Assistência artística e de produção Carlota Borges Lloret Produção EIRA
Agradecimentos Agrupamento de Escolas de Montemor, Alfredo Pinheiro Marques, António Pardal, Deolindo Pessoa, Diego Lasio, Flávio Imperial, Hugo Barbosa, Luís Filipe Silva, Marta Santos, Miguel Figueira, Pamela Gallo, Pedro Ferrão, Rosa Azambuja Autoria do registo fotográfico das pinturas de Manuel Jardim Arquivo de Documentação Fotográfica (ADF) da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC)
Projecto iniciado a convite de DeVIR CAPa
2.8.18
JOÃO FIADEIRO // I AM (NOT) HERE
© Rui Xavier
JOÃO FIADEIRO // I AM (NOT) HERE
Sex 3 Ago 22:30 // Casa Catela, Montemor-o-Velho
I am (not) here de/com João Fiadeiro
a partir de I am here (2003) de João Fiadeiro que, por sua vez, foi construído a partir do imaginário da artista visual Helena Almeida .
“Olhamos para o corpo e o corpo termina de repente nos pés, nas mãos. Acaba ali. Não há mais nada à frente, parece uma escarpa de um rochedo sobre o mar. De repente, termina.”
Helena Almeida
INTRODUÇÃO
I am (not) here é uma performance-instalação que adapta o espetáculo I Am Here de João Fiadeiro para um espaço não convencional, sem frente definida, onde o espectador se movimenta e relaciona com a apresentação a seu ritmo e a seu modo. Nesse sentido, I am (not) here aproxima-se de forma mais explícita do território que lhe deu origem: o das artes plásticas e da performance art, onde espectador e obra quase se cruzam, quase trocam de lugar. I am (not) here continua para lá da apresentação que lhe dá corpo. A sua presença manifestar-se-á através dos restos, rastos e traços resultantes da performance.
Criação e interpretação: João Fiadeiro
Montagem do espaço cénico e operação de luz: Paulo Morais
Fotografias em tempo real: Katia Sá
Residência técnica: Teatro Viriato
Agradecimento: Rui Xavier, Carolina Campos e Letícia Skrycky
www.re-al.org
JOÃO FIADEIRO // I AM (NOT) HERE
Sex 3 Ago 22:30 // Casa Catela, Montemor-o-Velho
I am (not) here de/com João Fiadeiro
a partir de I am here (2003) de João Fiadeiro que, por sua vez, foi construído a partir do imaginário da artista visual Helena Almeida .
“Olhamos para o corpo e o corpo termina de repente nos pés, nas mãos. Acaba ali. Não há mais nada à frente, parece uma escarpa de um rochedo sobre o mar. De repente, termina.”
Helena Almeida
INTRODUÇÃO
I am (not) here é uma performance-instalação que adapta o espetáculo I Am Here de João Fiadeiro para um espaço não convencional, sem frente definida, onde o espectador se movimenta e relaciona com a apresentação a seu ritmo e a seu modo. Nesse sentido, I am (not) here aproxima-se de forma mais explícita do território que lhe deu origem: o das artes plásticas e da performance art, onde espectador e obra quase se cruzam, quase trocam de lugar. I am (not) here continua para lá da apresentação que lhe dá corpo. A sua presença manifestar-se-á através dos restos, rastos e traços resultantes da performance.
Criação e interpretação: João Fiadeiro
Montagem do espaço cénico e operação de luz: Paulo Morais
Fotografias em tempo real: Katia Sá
Residência técnica: Teatro Viriato
Agradecimento: Rui Xavier, Carolina Campos e Letícia Skrycky
www.re-al.org
29.7.18
DIANA GADISH // LUCY LIVE
© Jordi Oset
DIANA GADISH // LUCY LIVE
Qui 2 Ago 22:30 // Garagem Auto Peninsular, Figueira da Foz
A estética de cabaret, café-teatro e “vaudeville” é utilizada como estereótipo de entretenimento. No entanto, o típico espetáculo de entretenimento acaba por não se materializar, Lucy, a protagonista, não é capaz de entreter o seu público como supostamente deveria fazer. Justamente desta incapacidade, surge algo novo, um mundo cheio de possibilidades de ações que vão para além do pré estabelecido, criando-se uma atmosfera indiscernível onde a precariedade acaba por revelar a sua beleza.
Criação e interpretação: Diana Gadish
Assistência artística: Amaranta Velarde, Miner Montell e Esther Freixa.
Desenho de luz: Joana Serra / Daniel Miracle
Fotografia: Jordi Oset
Apoios: Antic Teatre, CRA'P, Asociación Cultural Casa de Cent
www.dianagadish.com
DIANA GADISH // LUCY LIVE
Qui 2 Ago 22:30 // Garagem Auto Peninsular, Figueira da Foz
A estética de cabaret, café-teatro e “vaudeville” é utilizada como estereótipo de entretenimento. No entanto, o típico espetáculo de entretenimento acaba por não se materializar, Lucy, a protagonista, não é capaz de entreter o seu público como supostamente deveria fazer. Justamente desta incapacidade, surge algo novo, um mundo cheio de possibilidades de ações que vão para além do pré estabelecido, criando-se uma atmosfera indiscernível onde a precariedade acaba por revelar a sua beleza.
Criação e interpretação: Diana Gadish
Assistência artística: Amaranta Velarde, Miner Montell e Esther Freixa.
Desenho de luz: Joana Serra / Daniel Miracle
Fotografia: Jordi Oset
Apoios: Antic Teatre, CRA'P, Asociación Cultural Casa de Cent
www.dianagadish.com
25.7.18
MÓNICA VALENCIANO // IMPRENTA ACÚSTICA EN (14 BORRONES DE UNA) APARICIÓN
© Coral Ortiz
MÓNICA VALENCIANO // IMPRENTA ACÚSTICA EN (14 BORRONES DE UNA) APARICIÓN
Sáb 28 Jul 22:30 // Sala B, Montemor-o-Velho
(residência de criação, estreia nacional)
Monica Valenciano: biografía curta na primeira pessoa
Danço… como quem escava no corpo, transpondo obstáculos, abrindo novos circuitos possíveis que me permitem aceder à sua voz… a voz do corpo escondido no corpo que dança, movo-me ao encontro das suas possibilidades acústicas, através da respiração do movimento, o corpo que se evola, polifónico, dilatando o contacto entre a pele e o espaço, assisto à descoberta de texturas, tonalidades, qualidades que emergem num processo de revelação desde a prática quotidiana no momento da escuta do corpo, como instrumento musical, ou… lugar de ressonâncias.
Continuo a explorar na escrita do movimento, na formulação de uma linguagem que não trata de explicar nada, mas sim de implicar… convocando o encontro. Desde a capacidade de perceção do instante, encontrar esse estado de presença no espetador.
Anseio pela possibilidade de habitar qualquer espaço, a colaborar com o ato de aparição.
Assim, construir, desvelar o tecido de um espaço para que algo apareça, é quase o movimento fundamental.
Aprendo, em cada dança, a desaparecer melhor.
Em jeito de SINOPSE
“Este encontro propõe-se, a partir de um mapa cartográfico, a transitar, viajando através de um leque de imagens… correspondência aberta, cartas de uma dança na formulação do seu próprio tecido. Entoações de um gesto, ritmos de um contacto, deslocações de uma ausência que joga. Corpografias de uma rede ao encontro dessa geografia que se abre em direção ao interior…Corpos de uma voz, ramificando-se em planos múltiplos. O espaço como protagonista vincula-nos no que deixa… a pele desse espaço que toca capaz de alojar um alvo inesperado…e ali onde o olhar nos convoca prende a sua visão: a baralhar… revelações orquestrais e a contratempo o alvo é um circo de olhos, começa no vazio. A pedrada é outono… cruzando o canto vindo de uma lágrima, dança, escuta a paragem marcando o ritmo do tempo. O medo desbota?… Um ponto ladrando soa na saliva e, o testemunho passeando no fundo dos teus olhos…”
MÓNICA VALENCIANO
Direcção e Interpretação: Mónica Valenciano
Assistência de Direcção: Raquel Sánchez
Desenho de Luz: Cristina Libertad Bolívar
Música: Anton Webern
Produção Executiva: Jorge Rúa
Audiovisual: Marta Blanco
Secretariado: Norma Kraydeberg
Assessoria e Documentação: Cristina Marroquino
Apoios: Naves Matadero, L'animal a l'esquena, Teatro Ensalle e Estudio 3.
MÓNICA VALENCIANO // IMPRENTA ACÚSTICA EN (14 BORRONES DE UNA) APARICIÓN
Sáb 28 Jul 22:30 // Sala B, Montemor-o-Velho
(residência de criação, estreia nacional)
Monica Valenciano: biografía curta na primeira pessoa
Danço… como quem escava no corpo, transpondo obstáculos, abrindo novos circuitos possíveis que me permitem aceder à sua voz… a voz do corpo escondido no corpo que dança, movo-me ao encontro das suas possibilidades acústicas, através da respiração do movimento, o corpo que se evola, polifónico, dilatando o contacto entre a pele e o espaço, assisto à descoberta de texturas, tonalidades, qualidades que emergem num processo de revelação desde a prática quotidiana no momento da escuta do corpo, como instrumento musical, ou… lugar de ressonâncias.
Continuo a explorar na escrita do movimento, na formulação de uma linguagem que não trata de explicar nada, mas sim de implicar… convocando o encontro. Desde a capacidade de perceção do instante, encontrar esse estado de presença no espetador.
Anseio pela possibilidade de habitar qualquer espaço, a colaborar com o ato de aparição.
Assim, construir, desvelar o tecido de um espaço para que algo apareça, é quase o movimento fundamental.
Aprendo, em cada dança, a desaparecer melhor.
Em jeito de SINOPSE
“Este encontro propõe-se, a partir de um mapa cartográfico, a transitar, viajando através de um leque de imagens… correspondência aberta, cartas de uma dança na formulação do seu próprio tecido. Entoações de um gesto, ritmos de um contacto, deslocações de uma ausência que joga. Corpografias de uma rede ao encontro dessa geografia que se abre em direção ao interior…Corpos de uma voz, ramificando-se em planos múltiplos. O espaço como protagonista vincula-nos no que deixa… a pele desse espaço que toca capaz de alojar um alvo inesperado…e ali onde o olhar nos convoca prende a sua visão: a baralhar… revelações orquestrais e a contratempo o alvo é um circo de olhos, começa no vazio. A pedrada é outono… cruzando o canto vindo de uma lágrima, dança, escuta a paragem marcando o ritmo do tempo. O medo desbota?… Um ponto ladrando soa na saliva e, o testemunho passeando no fundo dos teus olhos…”
MÓNICA VALENCIANO
Direcção e Interpretação: Mónica Valenciano
Assistência de Direcção: Raquel Sánchez
Desenho de Luz: Cristina Libertad Bolívar
Música: Anton Webern
Produção Executiva: Jorge Rúa
Audiovisual: Marta Blanco
Secretariado: Norma Kraydeberg
Assessoria e Documentação: Cristina Marroquino
Apoios: Naves Matadero, L'animal a l'esquena, Teatro Ensalle e Estudio 3.
24.7.18
CAROLINA CAMPOS + MÁRCIA LANÇA // NOME
© Vagar
CAROLINA CAMPOS + MÁRCIA LANÇA // NOME
Sex 27 Jul 22:30 // Casa Catela, Montemor-o-Velho
Partimos do universo das imagens antigas, abandonadas em feiras, esquecidas, deixadas para trás. Agarramos nesse fragmento de mundo para o deslocar no tempo, resignificá-lo, dar-lhe um sentido diverso do da sua origem, fazendo-o explodir em diferentes direções e sentidos. Percebendo essas imagens como ficções que contém realidades, e não o contrário, construímos um território de trabalho onde verdade e mentira se tocam e se confundem, onde aceitamos a ideia de que uma vida qualquer é construída por narrativas inventadas e que o futuro de uma imagem serve também, para reescrever o seu passado. Olhar para a vida das imagens desta perspectiva levou-nos a construir biografias inventadas, reconstruir fatos, fazer ficção ultrapassando os limites entre o que é nosso e o que é de outros. Este trabalho propõe o exercício de imaginar que a nossa memória e o nosso esquecimento, aquela matéria absolutamente indispensável para nos tornarmos singulares, podem estar em qualquer corpo, em qualquer vida, num outro qualquer.
Criação e Performance: Carolina Campos e Márcia Lança
Acompanhamento Dramatúrgica: João Fiadeiro
Desenho de Luz: Tasso Adamopoulos
Produção: VAGAR
Co-produção: Negócio ZDB e Atelier Real
Apoio: Fundação GDA
Carolina Campos e Márcia Lança são artistas associadas do Atelier Real.
Agradecimentos Leonardo Mouramateus, Daniel Pizamiglio, Stephan Jurgens, Martha Morais, Sinara Suzin, Zaratan Arte Contemporânea, Gonçalo Alegria, Rua das Gaivotas6, Sara Vaz, Patrícia Almeida, Adaline Anobile, DuplaCena, Hugo Barros, Ana Félix, Alfredo Haidar, Ivan Haidar, Carlinhos Santos, Paula Giusto, Cia. Matheus Brusa, Rene Mantiñan.
vagar.pt
CAROLINA CAMPOS + MÁRCIA LANÇA // NOME
Sex 27 Jul 22:30 // Casa Catela, Montemor-o-Velho
Partimos do universo das imagens antigas, abandonadas em feiras, esquecidas, deixadas para trás. Agarramos nesse fragmento de mundo para o deslocar no tempo, resignificá-lo, dar-lhe um sentido diverso do da sua origem, fazendo-o explodir em diferentes direções e sentidos. Percebendo essas imagens como ficções que contém realidades, e não o contrário, construímos um território de trabalho onde verdade e mentira se tocam e se confundem, onde aceitamos a ideia de que uma vida qualquer é construída por narrativas inventadas e que o futuro de uma imagem serve também, para reescrever o seu passado. Olhar para a vida das imagens desta perspectiva levou-nos a construir biografias inventadas, reconstruir fatos, fazer ficção ultrapassando os limites entre o que é nosso e o que é de outros. Este trabalho propõe o exercício de imaginar que a nossa memória e o nosso esquecimento, aquela matéria absolutamente indispensável para nos tornarmos singulares, podem estar em qualquer corpo, em qualquer vida, num outro qualquer.
Criação e Performance: Carolina Campos e Márcia Lança
Acompanhamento Dramatúrgica: João Fiadeiro
Desenho de Luz: Tasso Adamopoulos
Produção: VAGAR
Co-produção: Negócio ZDB e Atelier Real
Apoio: Fundação GDA
Carolina Campos e Márcia Lança são artistas associadas do Atelier Real.
Agradecimentos Leonardo Mouramateus, Daniel Pizamiglio, Stephan Jurgens, Martha Morais, Sinara Suzin, Zaratan Arte Contemporânea, Gonçalo Alegria, Rua das Gaivotas6, Sara Vaz, Patrícia Almeida, Adaline Anobile, DuplaCena, Hugo Barros, Ana Félix, Alfredo Haidar, Ivan Haidar, Carlinhos Santos, Paula Giusto, Cia. Matheus Brusa, Rene Mantiñan.
vagar.pt
23.7.18
INÊS CAMPOS // COEXISTIMOS
© Raphaël Decoster
INÊS CAMPOS // COEXISTIMOS
Qui 26 Jul 22:30 // Teatro Esther de Carvalho, Montemor-o-Velho
Coexistimos é uma colagem de metáforas sobre o desafio de ser só um e querer ser tantos. Ser o tigre e o domador, um palhaço triste e um ataque de riso, viver vários corpos, querer ser a realidade dos seus sonhos. Como uma onda no mar, passar por estados temporários e estar inteiramente presente em cada um deles. O vaguear é um fim em si mesmo, Um frenesi tão bom que parece magia. E é, claro.
Exprime a crença firme de que as artes são promíscuas e gostam da companhia umas das outras. Tem dança, teatro, cinema, manipulação de objectos, arquitectura em movimento e artifícios variados que tentam criar uma sucessão de ilusões.
Assume a forma de 11 quadros, com linguagens que procuram manter-se autónomas e a salvo de contaminação mútua, e que surgem como pop-ups, cortando amarras com o bloco precedente e nada antecipando aquele que se lhe há-de seguir.
É um desafio:
1. Congelar um momento no mundo e viver vários corpos: suas caras, objectos, ecossistemas, cérebro e coração.
2. Multiplicar as perspectivas de cada situação por meio de passagens rápidas por uma multitude de personagens ou de estados temporários não ligados entre si e todos eles equiparados
3. Expor o ego como se fosse uma onda no mar, que vemos avançar, mas não corresponde, na realidade, a água que avança, é uma ilusão. É apenas o efeito que resulta por várias porções de água executarem um movimento circular que vão transmitindo a outras porções de água à sua frente.
4. Ligação intuitiva entre as coincidências e por livre associação de ideias.
5. Revisitar o passado através de sonhos escritos, desafios, de finições de beleza, cartas em papel, personagens, bichos, sinalética da estrada, letras de canções, esquemas, polifonias.
6. Usar uma linguagem visual com base numa colagem de metáforas que representam sonhos, coisas descaradamente auto-biográficas, memórias de infância e obsessões repletas de simbolismos ocultos, fetiches e imagens de animais.
7. Interpretar a realidade como se fosse uma metáfora que, a partir do que é do domínio dos sentidos, nos revela o que a transcende. As metáforas ajudam a que o intelecto deixe de «obscurecer» a mente com as suas interpretações lógicas, permitindo que se possa intuir, na vida, a manifestação do que nela há de mais profundo e misterioso.
8. Acreditar sinceramente em qualquer coisa a cada momento. Depois deixar que aquilo em que acreditamos vá mudando. O objectivo da vida é viver feliz. O vaguear é um fim em si mesmo.
Concepção e Interpretação: Inês Campos
Sonoplastia: Filipe Fernandes e João Grilo
Desenho de Luz e Operação: Mariana Figueroa
Projecção e Desenhos: Raphael Decoster
Adereços e Cenografia: Inês Campos, Mariana Figueroa e Marta Figueroa
Aconselhamento Artístico: Pietro Romani
Apoio Financeiro: Teatro Municipal Do Porto
Residências: Teatro do Campo Alegre, Companhia Instável, Högskolan För Scen Och Musik Gothenburg, Teatro de Ferro, Devir Capa, Free Flow, Bando dos Gamboeiros
Agradecimentos: António Campos, Miguel Carneiro, Jorge Soares, Jas, Johannes Hallikas, Maria Lis, Feio, Ni Araújo, Tiago Candal, Teia Campos, Tânia Carvalho, João Calixto
eira.pt
21.7.18
PAULA DIOGO // SOBRE LEMBRAR E ESQUECER
© João Tuna
PAULA DIOGO // SOBRE LEMBRAR E ESQUECER
Sáb 21 Jul 21:30 // Teatro Académico de Gil Vicente, Coimbra
Nos últimos 5 anos de vida a minha avó perdeu as faculdades muito rapidamente. Ela que sempre tinha sido uma mulher ativa e independente viu gradualmente o seu corpo e a sua cabeça deixarem de obedecer da maneira habitual. Para a obrigar a recordar-se de quem era, a minha tia arranjou um caderno onde lhe pedia para escrever um pouco da sua história: o nome, com quem era casada, onde vivia e onde tinha vivido até à data, onde tinha estudado, onde tinha nascido, onde tinha trabalhado, o número de filhos, netos e bisnetos que tinha e todos os seus nomes, etc. Penso que este poderia ser o ponto de partida para um espetáculo sobre as tarefas que inventamos para organizar as nossas lembranças e para as obrigarmos a moverem-se para uma zona de luz.
Esta investigação sobre a memória e o esquecimento, realizada por cinco criadoras-intérpretes vindas de lugares e experiências distintas, é o primeiro capítulo de uma trilogia inspirada pelo livro “Les Formes de l’oubli” do antropólogo Marc Auge.
Três espetáculos para refletir sobre o modo como as lembranças operam nas nossas vidas: o que escolhemos recordar ou esquecer, ou o que somos capazes de recordar e esquecer. Por hábito, por condicionamento, por autopreservação, por acidente. Nós somos as nossas memórias. E se as nossas memórias não são mais que um produto da nossa imaginação (como disse André Breton), o que somos nós então?
Paula Diogo
(A Sobre lembrar e esquecer seguir-se-ão outros dois espetáculos: “A estação de outono” com Paula Diogo e Alexander Kelly e “Paisagem” com Paula Diogo e Tónan Quito).
Direção de projeto: Paula Diogo
Criação: Estelle Franco, Mariana Ricardo, Masako Hattori, Paula Diogo e Sónia Baptista
Interpretação: Estelle Franco, Masako Hattori, Paula Diogo e Sónia Baptista
Apoio dramatúrgico: Alex Cassal
Desenho de luz: Daniel Worm d'Assumpção
Espaço cénico: Bárbara F. Fernandes e Frame Colectivo
Fotos: João Tuna
Legendagem: Patrícia Pimentel
Produção executiva: Daniela Ribeiro
Coprodução: Má-Criação e Teatro Maria Matos
Apoio à criação: Arquipélago - Centro de Artes Performativas (Açores), Câmara Municipal de Lisboa / Polo Cultural das Gaivotas / Boavista, Causas Comuns, Centro de Criação de Candoso (Guimarães), O Espaço do Tempo (Montemor-o-Novo), Fórum Dança
Apoio financeiro: Governo de Portugal / Direção-Geral das Artes, Fundação Calouste Gulbenkian
Digressão: Festival Gil Vicente, Centro Cultural Vila Flor, Guimarães, Festival CITEMOR, TAGV/Coimbra
Espetáculo em português, francês, japonês, inglês e espanhol com legendagem em português
M/12; 80'
17.7.18
RAFAEL ALVAREZ // NA ONDA DA DISTÂNCIA
RAFAEL ALVAREZ // NO INTERVALO DE UMA ONDA, seguido de NA ONDA DA DISTÂNCIA
Sex 20 Jul 21:30 // Teatro de Bolso do TEUC, Coimbra
[ante-estreia]
NA ONDA DA DISTÂNCIA, de um lado e do outro, dois corpos em forma de haiku navegam em silêncio por uma dança frágil que é onda e maré de encontros e desencontros. Perto e longe, os dois mergulhadores descobrem-se num diálogo invisível de memórias e histórias que não nos pertencendo invadem os nossos imaginários. Um espectáculo de papel desenhado a partir de uma dança aberta de sentidos e mergulhos noutras leituras – longe e perto, mais perto do que longe, a oriente e a ocidente, os dois intérpretes de um e de outro lado do oceano, trazem à superficie um mar de ilusões. Na onda da distância e à distância de uma onda que se aproxima, descobrem e revelam sombras e fantasmas. Nos seus corpos e mundos flutuantes naufragam desejos de memórias invisíveis escritas e respiradas no silêncio do espaço vazio do palco de papel que esconde e revela o movimento que os abraça. E no intervalo de uma onda dão lugar ao encontro (de uma outra onda).
RAFAEL ALVAREZ
Direcção Artística e coreografia: Rafael Alvarez
Criação e interpretação: Rafael Alvarez e Yuta Ishikawa
Direcção Técnica e Desenho de Luz: Nuno Patinho
Produção e Difusão: BODYBUILDERS | Rafael Alvarez
Gestão Financeira: Sara Lamares
Assessoria de Imprensa: Mafalda Simões
Fotografia de Cena: Elisabeth Vieira Alvarez
Coprodução: 23 Milhas – Ílhavo e BODYBUILDERS
Apoios em Residência: Le Carreau du Temple (Paris), Ryogoku Bear (Tóquio), Rimbun Dahan (Malásia), Estúdios Vitor Córdon / CNB (Lisboa), EIRA / Teatro da Voz (Lisboa), O Espaço do Tempo (Montemor-o-Novo)
Acolhimentos: Citemor Festival / TEUC, Ryogoku Bear (Tóquio), FIAR/Cine-Teatro São João (Palmela), Auditório Municipal Augusto Cabrita / Câmara Municipal do Barreiro (Barreiro)
Parcerias: Escola Superior de Artes e Design – Caldas da Rainha / Instituto Politécnico de Leiria, Escola das Artes / Universidade de Évora, CHAIA – Centro de História de Arte e Investigação Artística, Escola Superior de Dança / Instituto Politécnico de Lisboa, FIAR – Palmela, Plural_Companhia de Dança / Fundação LIGA, EIF/E) – Escola Informal de Fotografia (Espectáculo)
Apoio: Camões – Centro Cultural Português em Tóquio / Embaixada de Portugal em Tóquio
Apoio à Internacionalização: Fundação Calouste Gulbenkian
13.7.18
RAFAEL ALVAREZ // NO INTERVALO DE UMA ONDA
RAFAEL ALVAREZ // NO INTERVALO DE UMA ONDA, seguido de NA ONDA DA DISTÂNCIA
Sex 20 Jul 21:30 // Teatro de Bolso do TEUC, Coimbra
NO INTERVALO DE UMA ONDA revela-se através de um diálogo silencioso de escuta e de observação. A experiência estética do exercício da viagem materializa-se numa escrita coreográfica e plástica do invisível, do indizível, do imanente, do efémero, do frágil e do intuitivo. Nesta primeira viagem a Tóquio coleccionam-se e cruzam-se referências e impressões, obras e narrativas que alimentam o espólio de imaginários e imagens em torno do país do Sol nascente. A partir do meu olhar exótico deixo-me guiar pela acumulação de lugares comuns e clichés de uma certa imagem (ocidental) do Japão e simultaneamente mergulho num mar de descobertas e revelações engolido pela megalópole de Tóquio.
Uma imagem iniciática motiva a criação deste solo, permanecendo invisível, mas presente ao longo do projeto – “A Grande Onda de Kanawaga”, obra icónica do pintor japonês Hokusai criada em 1830 e reproduzida a partir de meados de 1870 através de uma série de litografias partindo da técnica tradicional de estampa japonesa, conhecida por Ukiyo (literalmente, “mundo flutuante”). Neste mundo flutuante nada é demasiado pequeno ou insignificante para deter a nossa atenção. Este solo de sombras, evocações e máscaras cuja onda de Hokusai permite corporalizar é um convite duplo à viagem e à quietude.
RAFAEL ALVAREZ
Direcção Artística, Coreografia, Interpretação, Cenografia, Vídeo e Figurino: Rafael Alvarez
Colaboração Artística (interpretação vídeo): Kotomi Nishiwaki
Direcção Técnica e Desenho de Luz: Nuno Patinho
Gestão e Produção: BODYBUILDERS / Rafael Alvarez
Assessoria de Imprensa: Mafalda Simões
Fotografia de Cena: Elisabeth Vieira Alvarez
Sonoplastia a partir de: Invitation au Voyage de Baudelaire, Unon.To de Yoko Ono, La Mer de Debussy, Sayonara de Irving Berlin (por Miyoshi Umeki)
Coprodução: Festival Temps d'Images/Duplacena e BODYBUILDERS
Apoios em Residência: Ryogoku Bear (Tóquio), Ko Murobushi Archive (Tóquio), Micadanses (Paris), Le Carreau du Temple (Paris), Teatro Municipal do Porto Campo Alegre (Porto), EIRA / Teatro da Voz (Lisboa), O Espaço do Tempo (Montemor-o-Novo)
Acolhimentos: BUoY Arts Centre (Tóquio), Ryogoku Bear (Tóquio), BUKATSUDO (Tóquio),Negócio / ZDB (Lisboa), Auditório Municipal Augusto Cabrita (Barreiro)
Parcerias: Escola das Artes / Universidade de Évora, Escola Superior de Artes e Design – Caldas da Rainha / Instituto Politécnico de Leiria, Escola Superior de Dança / Instituto Politécnico de Lisboa
Patrocínios: FUJIFILM Portugal, Companhia Portugueza do Chá – Vieira & Pinto
Apoio à Internacionalização: Fundação Calouste Gulbenkian
Projecto cofinanciado pela Direcção-Geral das Artes / Governo de Portugal – Ministério da Cultura
Mais informações www.citemor.com
10.7.18
O Citemor arranca com o concerto de abertura de IVO DIMCHEV
A música arranca em força na edição de 2018, estabelecendo uma ligação fundamental com a dinâmica identitária do festival, dando a conhecer ao público português o búlgaro IVO DIMCHEV, um artista emblemático presente regularmente nos principais palcos das artes performativas.
O seu trabalho é uma intensa e colorida mistura de performance art, dança, teatro, música, ilustração e fotografia. Autor de mais de 30 espectáculos - quase sempre geradores de controvérsia - para os quais compôs e interpretou inúmeras canções, Ivo Dimchev começou a apresentar estas músicas em concerto e gravou posteriormente dois discos: “Songs from my shows - Live” e “Sculptures”.
Detentor de uma ampla tessitura vocal, muito flexível, que usa de forma sublime, combina um registo operático com uma estética pop e as sua composições revelam uma estrutura invulgar, com uma forma próxima da música expressionista.
Dimchev é a personificação do artista em permanente metamorfose, com a sua múltipla identidade. Recentemente adoptou I-VO como assinatura para a sua obra musical, que apresentará em concerto no Teatro Académico de Gil Vicente, quinta-feira, 19 de julho, às 21:30.
Mais informações www.citemor.com
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CItemor 40,
Ivo DImchev,
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7.7.18
40º Festival de Montemor-o-Velho
Citemor – 40º Festival de Montemor-o-Velho
19 JUL_ 11 AGO_ 2018
Montemor-o-Velho // Coimbra // Figueira da Foz
No acesso a todos os espectáculos é o espectador que define o preço do bilhete.
Mais informações em www.citemor.com
Mais informações em www.citemor.com
28.6.18
Citemor 2018 // 19 Jul_11 Ago
Edição 40 do Citemor arranca em Coimbra a 19 de Julho com o concerto de Ivo Dimchev.
O programa propõe obras de Rafael Alvarez, Paula Diogo, Inês Campos, Mónica Valenciano, Carolina Campos e Márcia Lança, Diana Gadish, João Fiadeiro, Francisco Camacho, Angélica Liddell, Teatro do Vestido e Luís Severo.
Mais informações em www.citemor.com
No acesso a todos os espectáculos é o espectador que define o preço do bilhete.
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