O
Citemor assegurou “in extremis” as condições mínimas para a
sua realização em 2016. Foi decisivo, para viabilizar a 38ª edição
do festival, o empenho do Secretário de Estado da Cultura, Miguel
Honrado, e de várias entidades que historicamente apoiam o projecto.
Após quatro edições de resistência, é com uma esperança
renovada e com a expectativa de estar perante um momento de viragem
há muito desejado que o Citemor anuncia a sua programação para
este ano.
A
decorrer entre Coimbra e Montemor-o-Velho, de 5 a 20 de Agosto, esta
edição é naturalmente condicionada pelas limitações orçamentais.
Mas mais do que instinto de sobrevivência, o Citemor afirma a
capacidade de se reinventar e desenhou um programa composto por um
conjunto de propostas artísticas, entre criações muito recentes e
a remontagem de obras de referência, que
responde às suas orientações programáticas e que se inscreve na
identidade do festival. Neste programa, o Citemor acolhe criadores
emergentes, possibilita o acompanhamento de alguns percursos
artísticos, sinaliza a relação privilegiada com Espanha, mas
simultaneamente, sem deixar de perspectivar o futuro ao apresentar
pela primeira vez criadores com que projecta trabalhar nas próximas
temporadas.
Afastado
dos apoios estruturais desde 2012 e suportado essencialmente pela
comunidade artística, o festival estava em risco até há poucos
dias devido à ausência de financiamento. Para além do interesse
intrínseco do programa proposto, a realização desta edição
permite conduzir o festival até um novo quadro concursal. A intenção
é proteger o investimento público e privado já realizado, bem como
as dinâmicas associadas ao projecto que subsistem no território.
Face
aos condicionalismos, o programa não apresenta obras
desenvolvidas em residência de criação ou a estreia de
co-produções. Enquanto vector fundamental do projecto, o festival
deverá nas próximas edições voltar a materializar a sua vocação
na produção de novas obras, continuando a assinar um contributo
significativo para a edificação de um repertório contemporâneo.
A
pertinência do Citemor não reside apenas no facto de ser o mais
antigo festival do país ou de protagonizar um historial notável ao
longo de várias décadas. O que torna este festival incontornável,
quando dotado dos recursos adequados à sua missão, é o que deverá
oferecer no futuro aos artistas e aos públicos, enquanto lugar de
criação.
COIMBRA
Sex
5 Ago | 21:30 | Teatro da Cerca de São Bernardo
DINIS
MACHADO
PARADIGMA
Sex
5 Ago | 23:00 | Salão Brazil
NICE
WEATHER FOR DUCKS
Sáb
6 Ago | 21:30 | Teatro da Cerca de São Bernardo
TIAGO
CADETE
ALLA
PRIMA
MONTEMOR-O-VELHO
Sex
12, Sáb 13, Sex 19 e Sáb 20 | 18:00 / 22:00 | Junta de Freguesia
LOOPS.Lisboa
TRAVEL
SHOT de FRANCISCA MANUEL E
ELIZABETE FRANCISCA
O
RETRATO DE ULISSES de JOÃO
CRISTÓVÃO LEITÃO
CASCADE
de JOÃO PEDRO FONSECA
Sex
12 Ago | 22:30 | Teatro Esther de Carvalho
IGNASI
DUARTE +
GONÇALO
M. TAVARES
CONVERSAS
FICTÍCIAS
Sáb
13 Ago | 22:30 | Sala B
MIGUEL
BONNEVILLE
MB
#6
Sex
19 Ago | 22:30 | Teatro Esther de Carvalho
RUI
CATALÃO
DENTRO
DAS PALAVRAS
Sáb
20 Ago | 22:30 | Teatro Esther de Carvalho
SURMA
+ informações e reservas: www.citemor.com