2.9.13

VÍDEO 2013

Vídeos e montagem de Hugo Barbosa e Pamela Gallo


































1.9.13

FOTOGRAFIA 2013

Fotografias de Susana Paiva


EM ENSAIO | Esforço do Reflexo | Ye77a









EM ENSAIO | Cromotografia | Teatro da Garagem






3.8.13

The end of a new beginning

Texto de António Olaio sobre o espectáculo "O Esforço do Reflexo", de Ye77a

“O esforço do reflexo” é um solo, desde logo se assume como um solo. Estamos perante duas personagens, mas esta ópera apresenta-se como sendo um solo… Logo, é na certeza de que se trata de um solo que a temos de olhar, porque nos dizem que assim é. 
Nesta ópera, ou melhor, nesta “oPrá do filme ”, assim se exponenciam os jogos de espelhos, desde os espelhos que estão mesmo lá, reflectindo o que eles sabem reflectir: a luz, as luzes, a luz das coisas, como se reflectissem as próprias coisas, aos jogos de espelhos mentais que entendem a realidade como um jogo de reflexos que se pode inverter, chegando a uma só entidade que se teria desdobrado, caleidoscópica. 
E o puro devir da multiplicação caleidoscópica das luzes e das coisas, num espectáculo que nos diz tratar-se de um solo, implode assim num corpo que não se limita a ser metafórico. Uma existência que é, mesmo. Para além das aparências, causador de todas as aparências. 
O Shadowman é o que diz ser, na ideia de sombra como variação do reflexo, o avesso do reflexo. E o solo, mais do que ser o solo da Yella, é o da entidade que resulta de todos os jogos de reflexos se os pudéssemos inverter. A Yella será certamente a personagem polarizadora de tudo isto. A cara de tudo isto? A cara que canta “my face is my name” (my name is my face…). Imagem residual deste ser quando trespassa o universo tridimensional (“nasceu no planeta Terra em 77, após queda de um cometa por identificar”…), imagem na qual a cara é o nome mas também o nome é a cara, a imagem, nesta sublime manifestação da pictorialidade do acto de nomear e, vice-versa, da dimensão conceptual do pictórico, da imagem, vice-versa, porque é de espelhos que aqui tratamos. 
“Um esforço muscular de um cérebro que se investiga a si mesmo”… Um “cérebro muscular” neste “esforço do reflexo”. O solo de um cérebro. O cérebro do princípio de todas as coisas. O princípio de todas as coisas. O princípio pelo qual todas as coisas o são… o princípio que poderíamos conhecer se pudéssemos inverter todos os jogos de espelhos. 
O que vimos ontem no Teatro Esther de Carvalho, em Montemor-o-Velho, parece que a ele pertence, assombrando-o para sempre. Este teatro certamente é do tempo em que as pessoas ainda tinham capacidade de maravilhamento. E Yella faz lembrar esse tempo, ou a possibilidade desse tempo ter existido. Mas, mais do que o prazer masoquista da celebração da impossibilidade de nos maravilharmos, aqui vemos que afinal nos maravilhamos mesmo. E mesmo com espelhos, luzes, reflexos, fumos, brilhos. Maravilhoso artesanal, transparente nos seus mecanismos, porque é exposta a forma de o fazer. Como na máquina de costura cujo motor faz rodar um círculo, como uma Lua, onde uma dançarina rodopia, como numa caixa de música, imagem em movimento, cinema antes de o ser, o devir que a imagem em movimento terá perdido quando se tornou sobretudo cinema. 
“This is the end of a new beginning”, é a frase que aparece depois do fim, ou melhor, depois de “THE END”. Fragmento final de um filme que não vimos, que teremos visto noutras formas, ou imagens finais disto tudo que engloba todas as possibilidades de imagem onde os filmes também estão? 
“This is the end of a new beginning”… ao ler esta frase, ficamos presos nela, é uma frase sem saída, onde permanecemos a bater contra o espelho, a bater até sangrar. Até sangrar, e depois também, até a dor desaparecer, por não existir mais nada a não ser ela. 
Um novo começo que começa acabado. Impossibilidade pura, se aqui não tratássemos de espelhos, de um tempo que se espelha, preso nos seus reflexos.


Parece triste mas não é.
Porque é sempre a consciência das coisas serem assim que nos faz fazer arte e gostar dela.

EM ENSAIO | Esforço do Reflexo | Ye77a

Fotografias de Susana Paiva






ESPECTÁCULO | Cromotografia | Teatro da Garagem

Vídeo de Hugo Barbosa e Pamela Gallo

DISCURSO DIRECTO | Maria João Vicente, Teatro da Garagem

Vídeo de Hugo Barbosa e Pamela Gallo

EM ENSAIO | Cromotografia | Teatro da Garagem

Vídeo de Hugo Barbosa e Pamela Gallo

DISCURSO DIRECTO | Angélica Liddell

Vídeo de Hugo Barbosa e Pamela Gallo

24.7.13

20.7.13

Afinal, vai haver Citemor! Festival assume atitude combativa e estende a sua programação a Coimbra e a Lisboa

Numa edição extremamente difícil – o Estado recusou o apoio ao festival –, o 35º Citemor apresenta novidades na sua programação e oferece ao público duas estreias absolutas, duas estreias nacionais e ainda consegue manter a sua vocação produtora estando associado à co-produção de três obras. Ancorado na vila de Montemor-o-Velho, o festival estende agora a sua programação a Coimbra e a Lisboa, e apresenta autores fundamentais das artes performativas de Portugal e Espanha. O evento decorre de 22 de Julho a 3 de Agosto e, à semelhança do ano anterior, é o espectador que define o preço dos bilhetes para os espectáculos

Pela primeira vez, o Citemor, o mais antigo festival de teatro do país, não beneficia do apoio do Estado, o que coincide com a implementação de um novo sistema de acesso aos financiamentos às artes (Acordos Tripartidos) em que todo o processo de avaliação é centrado na Direcção Geral das Artes, sem recurso a um júri independente. Perante este quadro, a direcção do festival é clara: “se a última edição foi dominada por um espírito de resistência, esta será de combate”. 
O cinema marca a abertura do Citemor e é Coimbra a primeira cidade a receber o evento. “Montemor”, o primeiro filme de Ignasi Duarte, é uma co-produção Citemor rodado em Montemor-o-Velho e protagonizado por actores e habitantes da vila. A longa-metragem, que pode agora ser vista no dia 22 de Julho, às 21h30, no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), estreou no FID Marseille 2012, onde conquistou uma Menção Honrosa. Depois de ter passado por Madrid (na extensão do Citemor à capital espanhola), e por Buenos Aires (Fundación Cinemateca Argentina), o filme teve estreia nacional no Indie Lisboa’13, tendo ainda sido seleccionado para o festival Panorama. 
O filme é rodado em Montemor-o-Velho, mas da vila nada se vê. Estamos perante a história de um personagem que deambula sem destino pelas florestas circundantes da localidade, proporcionando-se uma série de encontros improváveis que roçam a comédia e o absurdo. “Montemor” podia ser outra coisa: fascinado pela vila, pela gente e pelo Citemor, a ideia inicial de Ignasi Duarte era realizar um documentário sobre o Citemor. “Pensei fazer um documentário que retratasse as pessoas, a equipa do festival e os artistas. Parti da ideia de pensar este deserto que é Montemor, e como é possível fazer um festival a partir da vontade, da ilusão, da crença e da fé de querer fazer as coisas. Entretanto, a ideia inicial mudou completamente. Já não é um documentário, é uma ficção”, explicou o realizador numa entrevista para o blogue do Citemor. A sessão conta com a presença do realizador e dos actores e, no final, haverá uma conversa com o público moderada por Gonçalo Barros, da Fila K. 
O segundo dia do festival prossegue também com cinema, desta vez com “O Rei no Exílio”, de Bruno de Almeida, sobre o solo de Francisco Camacho, de 1991. O filme, rodado para a RTP2 num momento embrionário da dança em Portugal, será projectado no dia 23, às 21h30, no TAGV, e não segue o formato tradicional de documentário, proporcionando-nos uma interpretação elaborada da coreografia. 
Depois de na edição passada ter estreado “Monstro (parte 1: Calamidade)”, obra produzida com o Citemor e extremamente bem recebida pelos públicos nacional e internacional, o Teatro do Vestido mostra a sua mais recente criação, “Labor #1”. A peça faz parte de um projecto teatral em três partes sobre a história, função e contradições do trabalho e tem consultadoria histórica de Fernando Rosas e Irene Pimentel. O Teatro do Vestido prossegue com este projecto a sua tentativa de compreensão do presente através de uma convocação da história de Portugal, nomeadamente, fragmentos de uma história que considera invisível e esquecida. “Labor #1” decorre no dia 24, na Sala B, em Montemor-o-Velho às 22h30. 
Em Coimbra, no dia 25, e encerrando as propostas do Citemor na cidade, o bailarino e coreógrafo Francisco Camacho (artista com uma estreita relação com o festival) apresenta “O Rei no Exílio – Remake”. O espectáculo baseia-se no último rei de Portugal, D. Manuel II, que se exilou em Inglaterra, em 1910. “É um retrato dum certo Portugal, por vezes irónico, por vezes controverso, onde a solidão e o isolamento são permanentes”, diz Camacho. Foi com este solo que, em 1991, o criador lançou a sua carreira coreográfica na Europa, aquando da sua apresentação no Festival Klapstuck, em Leuven. A obra, na sua nova versão, estreou em Montevideu, no Festival Internacional de Dança Contemporânea do Uruguai, e tem agora estreia nacional no TAGV, às 21h30. 
Nos dias 26 e 27 de Julho (22h30), o Teatro da Garagem traz ao Teatro Esther de Carvalho, em Montemor-o-Velho, a sua mais recente criação, “Cromotografia”, com texto, encenação e concepção plástica de Carlos J. Pessoa, figura maior na dramaturgia contemporânea portuguesa. Um dos projectos artísticos mais vinculados ao festival, onde já estreou mais de uma dezena de obras, o Teatro da Garagem apresentou na edição passada uma peça onde recusava a extinção institucional do Citemor (“Recusa”). Agora, com “Cromotografia”, o colectivo conta-nos a história de um coleccionador de cromos que faz uma viagem nostálgica pelo passado revivendo uma história de amor que não deu certo. Depois do Citemor, a peça segue para o Rio de Janeiro, de 22 a 25 de Agosto, no âmbito do Festival FESTLIP. 
Na edição deste ano, o Citemor estende-se também à capital onde Angélica Liddell, ponto de referência do teatro contemporâneo europeu, apresenta “Love Exposure: Yoko’s Corinthians 13 Speech. Beethoven – Symphony No 7”, uma estreia absoluta da galardoada artista espanhola – Liddell conquistou o Prémio Nacional de Literatura Dramática (Espanha) e o Leão de Prata na Bienal de Veneza. Entre o Festival de Avignon e a Bienal de Veneza, a criadora passa uma semana por Portugal para apresentar a obra co-produzida com o Citemor. 
Esta não é a primeira vez de Angélica Liddell no festival: a artista tem percurso muito ligado ao Citemor, tendo apresentado, em Montemor-o-Velho, cinco obras, uma das quais criada em residencia artística na vila do Baixo Mondego. “Love Exposure: Yoko’s Corinthians 13 Speech. Beethoven – Symphony No 7” decorre nos dias 25 e 26 de Julho, às 21h30, no Teatro Taborda, em Lisboa, e segue depois para Montemor-o-Velho, no dia 28, às 22h30, no Teatro Esther de Carvalho. 
A edição deste ano do Citemor conta, ainda, com a apresentação da ópera “Esforço do Reflexo”, do projecto Ye77a (lê-se Yella), provavelmente o nome menos conhecido do público. A dupla (Yella e Kako) é oriunda de Lisboa e o seu trabalho caracteriza-se por uma prática home made: desde a gravação dos álbuns, à realização de vídeos, fotografias, cenografias e figurinos, tudo produzido pelos artistas. A ópera é o resultado perfomático da banda sonora do filme “Back and Forward”, segundo capítulo da trilogia “Brain Sound Track”. O espectáculo tem lugar no Teatro Esther de Carvalho, nos dias 1 e 2 de Agosto, às 22h30. 
É com Sergi Fäustino que termina o programa do Citemor. O autor catalão, que recorre normalmente a formatos menos convencionais e que tende a sujeitar-se a experiências fisicamente exigentes, recriou “Nutritivo” para o Citemor, uma peça de referência no seu percurso, datada de 2002, onde aborda com inteligência um tema fascinante: as formas de loucura socialmente aceites. Um solo com sangue, morcelas, black metal e tunning, na ZDB/Negócio, nos dias 1 e 2 de Agosto, às 21h30, e em Montemor-o-Velho, no dia 3, na Sala B, às 22h30. 
À semelhança da edição anterior, e sob o lema ‘quem dá o que pode a mais não é obrigado’, o preço dos bilhetes será definido pelos espectadores no momento da sua aquisição. As reservas poderão ser feitas através do e-mail reservas@citemor.com ou do telefone 916 688 601. A direcção do Citemor considera que “foi muito eficaz e extremamente bem recebido pelo público e, como tal, faz todo o sentido repetir o método que pretende ser inclusivo e desafiar o público a participar”.

19.7.13

Marchar, marchar!

O Citemor celebra a sua 35ª edição num quadro dominado pela precariedade absoluta, resultado da ausência de financiamento da Direcção Geral das Artes (DG Artes) que excluiu a possibilidade de Acordo Tripartido com o CITEC e com a autarquia de Montemor-o-Velho.
Pela primeira vez, o mais antigo festival do país não beneficia de qualquer apoio do poder central, o que coincide com a implementação de um novo sistema de acesso aos financiamentos às artes em que todo o processo de avaliação foi centrado na DG Artes, sem recurso a um júri independente. Os Acordos Tripartidos evidenciaram as debilidades de um sistema permeável à arbitrariedade.
Não nos demitiremos de pensar nem de defender os nossos pontos de vista, por incómodos que sejam para os poderes ou interesses estabelecidos. Continuaremos a fazê-lo com a mesma frontalidade de sempre, pois há princípios de que não abdicamos, ainda que tenhamos que pagar um preço elevado. Se a última edição foi dominada por um espírito de resistência, esta será de combate.
Com equipas técnicas e de produção, designer, tradutores e outros colaboradores em regime pro bono, com a cumplicidade dos criadores, companhias e salas que partilham a programação, o Citemor propõe um programa estimulante, rico e diverso, que apresenta alguns projectos fundamentais nas artes performativas contemporâneas no espaço ibérico, sublinhando a sua imprescindibilidade. Depois de se estender a Coimbra, o festival este ano chega também a Lisboa, mantendo a mesma forma inclusiva de aceder aos espectáculos: cada espectador dá o que pode.
Não temos qualquer expectativa de reverter esta situação com estes protagonistas. Contra um poder tão ignóbil e irresponsável sentimos uma obrigação: lutar. Por Portugal!
A Direcção do Citemor

17.7.13

Spot CITEMOR | T-shirt DIY



Realização e fotografia: Maarit Halonen
Edição e pós-produção: Ideias com Peso
Animação: Maarit Halonen

13.5.13

A dança dos novos criadores em Coimbra

David Marques, Mariana Tengner Barros, Vânia Rovisco e Tiago Cadete são jovens bailarinos e integram o Ciclo Novos Criadores/Novos Rumores 2013. O evento decorre nos dias 15 e 16 de Maio, às 21h30, no Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra


O Ciclo Novos Criadores/Novos Rumores pretende dar a conhecer quatro jovens criadores na área da dança, através da apresentação de um solo, ocupando no Teatro Académico de Gil Vicente e em Torres Vedras o espaço de duas noites. Os solos dos jovens criadores partilham várias influências que marcam os seus trabalhos e que aí vemos refletidas: de Tiago Cadete e Mariana Tengner Barros, observamos o olhar daquele que iniciou, com outros, o “movimento” informal a que António Pinto Ribeiro apelidou de “Nova Dança Portuguesa”, ou ainda, no caso de Mariana Tengner Barros, do coreógrafo norte-americano Mark Thompkins, residente em Paris desde os anos 70. Em David Marques, que trabalha entre Portugal e Israel, notamos uma influência forte da norte-americana Deborah Hay, sobretudo para Conquest, cujo trabalho partiu de uma partitura coreográfica da sua autoria. Já em Vânia Rovisco vislumbram-se traços do trabalho que desenvolveu como intérprete, de 2001 a 2007, com uma outra norte-americana, sediada em Berlim, Meg Stuart. O Ciclo procura assim pensar os diálogos estéticos de dimensão internacional que Cadete, Tengner Barros, Marques e Rovisco incorporam nos seus objetos cénicos híbridos, em que a dança é teatro, e o teatro dança.

Mais informações no site do TAGV

2.5.13

"Montemor" segue para o Panorama

O filme, realizado por Ignasi Duarte e co-produzido pelo Citemor, integra a selecção do Panorama, festival dedicado à exibição de documentários portugueses e organizado pela Associação pelo Documentário (Apordoc) e pela Videoteca de Lisboa. A sessão decorre no próximo sábado, 4, às 23h30, no Cinema São Jorge, em Lisboa 


“Montemor: eis um filme ‘sem catálogo’, de finalidade insondável, tal como insondável é o canto daquelas mulheres que o viajante descobre às tantas na clareira de um bosque. Quem as ouve? O FID Marseille ouviu-as. Suspeitamos que o canto, depois da estreia internacional, continuará a soar nos festivais portugueses.” A previsão é de Francisco Ferreira, crítico de cinema do jornal Expresso, e confirma-se: depois de ter passado pelo festival de cinema documental francês (FID Marseille) por Madrid e por Buenos Aires, “Montemor” teve estreia nacional no IndieLisboa’13 e é agora seleccionado para o festival Panorama. O filme é uma co-produção Citemor, Periferia Filmes (Lisboa) e Pão Filmes (Barcelona) e foi filmado em Montemor-o-Velho, protagonizado por actores e habitantes da vila do Baixo Mondego. “Montemor” é apresentado no próximo sábado, 4, às 23h30, no Cinema São Jorge, em Lisboa. 
O festival Panorama vai na sua 7ª edição e conta com mais de 80 sessões, contemplando curtas e longa-metragens. Dedicada à exibição de documentários portugueses, a mostra não competitiva exibirá filmes incluídos em duas grandes rubricas: Sessões Contemporâneas, que incluem filmes produzidos maioritariamente em 2012; e Sessões Percursos do Documentário Português, com filmes da época/autores do tema seleccionados em cada ano. O Panorama realiza-se de 3 a 11 de Maio, no Cinema São Jorge, na Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema e no Teatro do Bairro, em Lisboa.

Mais informações aqui.

19.4.13

“Montemor”: estreia nacional no IndieLisboa'13

Depois de ter passado por Marselha, Madrid e Buenos Aires, o filme de Ignasi Duarte, co-produzido pelo Citemor, tem agora estreia nacional no festival de cinema independente de Lisboa. A sessão decorre no próximo domingo, 21, pelas 15h, no Cinema City Classic Alvalade, em Lisboa 



O filme é rodado em Montemor-o-Velho, mas da vila nada se vê. Estamos perante a história de um personagem que deambula sem destino pelas florestas circundantes da localidade, proporcionando-se uma série de encontros improváveis que roçam a comédia e o absurdo. “Montemor”, uma co-produção Citemor, Periferia Filmes (Lisboa) e Pão Filmes (Barcelona), podia ser outra coisa: fascinado pela vila, pela gente e pelo Citemor, a ideia inicial do catalão Ignasi Duarte era realizar um documentário sobre o festival de
Montemor-o-Velho. “Pensei fazer um documentário que retratasse as pessoas, a equipa do festival e os artistas. Parti da ideia de pensar este deserto que é Montemor, e como é possível fazer um festival a partir da vontade, da ilusão, da crença e da fé de querer fazer as coisas. Entretanto, a ideia inicial mudou completamente. Já não é um documentário, é uma ficção”, explicou o realizador. 
“Montemor” foi seleccionado para a programação do festival IndieLisboa’13, fazendo parte da secção de sessões especiais, juntamente com mais três filmes portugueses — “Arrivederci Macau”, de Rosa Coutinho Cabral; “Bibliografia”, de Miguel Manso; e “Torres e Cometas”, de Gonçalo Tocha. O filme é apresentado no próximo domingo, 21, às 15h, no Cinema City Classic Alvalade, em Lisboa. O festival de cinema independente de Lisboa, que comemora nesta edição dez anos de existência, decorre até ao dia 28 de Abril. 
A longa-metragem de Ignasi Duarte integrou a Selecção Oficial da Competição Internacional do FID Marseille 2012 (festival internacional de cinema documental), onde conquistou uma Menção Honrosa, e fez parte da programação do Citemor Madrid, em Outubro do ano passado. Mais recentemente, “Montemor” foi exibido em Buenos Aires, no Teatro San Martín, integrando o ciclo “España Alterada”, uma mostra de cinema composta por 18 filmes representativos das novas tendências do cinema espanhol.

Veja o trailer de "Montemor":




Para mais informações, visite o site do IndieLisboa'13

17.4.13

Um manifesto contra a inevitabilidade no TAGV

É a partir de textos de Tony Judt e de Boaventura Sousa Santos que Cláudia Dias, bailarina e coreógrafa, cria "Vontade de Ter Vontade", um "manifesto contra a inevitabilidade" onde a autora transforma o palco num território — Portugal. O espectáculo decorre na próxima quinta-feira, 18, às 21h30, no Teatro Académico Gil Vicente (entidade colaboradora do Citemor), em Coimbra.








"Entendo o meu trabalho de criação como um percurso que se vai edificando no sentido de um dia vir a conceber a peça - aquela depois da qual não fará sentido criar outra. Assim, vou estabelecendo relações e up-grades entre as diferentes criações, como se em cada uma descobrisse algo mais a acrescentar a um manual de instruções operático. Quase um método. Vontade de Ter Vontade insere-se neste pensamento. É, deste ponto de vista, uma peça de continuidade de um percurso que iniciei com o solo One Woman Show e dei seguimento com Visita Guiada e Das Coisas Nascem Coisas. Mas se no fim de cada criação constato que me dediquei a questões específicas do fazer artístico, em todas o início é sempre o mesmo – não saber senão a imagem detonadora. Esta peça nasce do sentimento de confrontação geracional que sinto com muitos dos meus alunos. Confronto esse que fez-me refletir sobre a minha geração e sobre a forma como me relaciono com a antecedente e precedente. Este movimento de ir para a frente, supostamente para o futuro e para trás, para o passado, situou-me no presente. Num aqui e agora. E assim nasce a imagem galvanizadora desta nova criação, a de transformar o palco num território – Portugal. Vontade de Ter Vontade é um percurso onde as dimensões individual, coletiva, pessoal e histórica cohabitam o mesmo espaço. Diria ainda que este percurso traça um olhar sobre o momento atual que vivemos na Europa (e no Mundo), pondo em evidência as relações entre o Norte e o Sul, entre o colonizador e o colonizado, entre o central e o periférico. É também um manifesto contra a inevitabilidade.
Se eu ficar aqui, sempre no mesmo sítio, as coisas irão passar por mim em vez de ser eu a passar pelas coisas. O tempo irá passar lento, rotineiro, disciplinado e eu com ele à deriva… Como se não houvesse gravidade que me conectasse a um chão, a um território. Como se fosse aterritorial e apátrida na minha própria terra. Como se o país fosse um lugar distante, ao qual não pertencesse, do qual não fizesse parte. Como se não tivesse nada a dizer. Aqui, de boca cerrada, em silêncio, de plástico, a meter tudo no mesmo saco. Os fracos, os fortes, a amizade e o utilitarismo, o apetite e a fome, a violência, a insurreição, a Revolução de Jasmim e a acampada do Rossio, os direitos, os privilégios, o pontapé na cona e o Hermitage La Chapelle, a exclamação, a vertigem, a igualdade e o discurso sobre, a Costa da Caparica e as Bahamas, a esquerda, a direita… Tudo igual. Tudo no mesmo saco. Como se não pensasse. Como se eles pensassem por mim. Como se fosse inevitável que eles pensassem por nós. Como se a inevitabilidade fosse uma lei da física. E me restasse apenas aceitar, resignada, o eterno retorno de passar pelas mesmas coisas, uma e outra vez. Como se a existência acontecesse e não me visse. Eu, discreta, à paisana na vida. Como se estivesse a ser agida."
Cláudia Dias


Mais informações no site do TAGV

11.4.13

"Monstro" é um retrato de Portugal que o Brasil conhece bem

Texto de Jorge Louraço Figueira, publicado no jornal Público, a 11 de Abril de 2013

"O monstro está montado. Ao fim de dois anos, o Teatro do Vestido completou a sua enciclopédia sobre o estado das coisas em Portugal, com a criação e estreia do último tomo — no Brasil.
O grupo apresentou as três partes da trilogia — Calamidade, Hecatombe e Catástrofei — em São Paulo, apanhando o dia mundial do teatro (27 de Março), e as duas primeiras no Fringe do Festival de Curitiba, graças ao convite da SP Escola de Teatro e a um apoio da Gulbenkian." [ler mais...]

O Teatro do Vestido esteve em São Paulo, no Brasil, onde apresentou "Monstro", um projecto dividido em três fases (1. Calamidade; 2. Hecatombe; e 3. Catástrofe), acerca da situação que se vive em Portugal. O grupo havia encerrado o programa do Citemor, em Agosto de 2012, com a primeira parte do projecto, "Monstro (parte 1: Calamidade)", espectáculo que fez também parte da programação da extensão do Citemor a Madrid, em Outubro do ano passado.



Vídeo de Hugo Barbosa e Pamela Gallo

21.3.13

De Montemor para Buenos Aires

O filme "Montemor", realizado pelo catalão Ignasi Duarte e co-produzido pelo Citemor, faz parte do ciclo “España Alterada” e é apresentado amanhã, 22, no teatro San Martín, em Buenos Aires. A longa-metragem faz também parte da selecção oficial do festival Indie Lisboa 2013


“A ideia era fazer um retrato da vila sem que esta aparecesse. E na ficção a vila nunca aparece. É a viagem de um personagem que, no caminho, encontra outras personagens. É muito simples. Parte de casa e encontra-se com distintas aventuras e depois se verá se regressa ou não a casa”. Foi assim que Ignasi Duarte, o realizador de “Montemor”, descreveu a longa-metragem rodada em Montemor-o-Velho e protagonizada por actores e habitantes da vila. “Montemor” chega agora à capital argentina, para uma mostra de cinema composta por 18 filmes representativos das novas tendências do cinema espanhol e que fizeram parte da programação do 27º Festival Internacional de Cine de Mar del Plata. O ciclo “España Alterada” é organizado pelo Teatro San Martín (Buenos Aires), pela Fundación Cinemateca Argentina e pela Oficina Cultural de la Embajada de España, e decorre de 21 a 27 de Março, na Sala Lugones do Teatro San Martín, em Buenos Aires.
“Montemor” é co-produzido pelo Citemor, pela Periferia Filmes (Lisboa) e pela Pão Filmes (Barcelona) e estreou em Marselha, em Junho de 2012. O filme integrou a Selecção Oficial da Competição Internacional do FID Marseille 2012 (festival internacional de cinema documental) onde conquistou uma Menção Honrosa. Em Outubro do ano passado, fez parte da programação do Citemor Madrid que decorreu no Teatro Pradillo, na capital espanhola. A longa-metragem foi, também, seleccionada para o festival de cinema independente Indie Lisboa 2013, que decorre de 18 a 28 de Abril, fazendo parte da secção de sessões especiais, juntamente com mais três filmes portugueses – “Arrivederci Macau”, de Rosa Coutinho Cabral; “Bibliografia”, de Miguel Manso e João Manso; e “Torres e Cometas”, de Gonçalo Tocha.
Inaugurado em 1944, e inicialmente denominado de Teatro Municipal, o Teatro San Martín possui três salas de teatro, um cinema (Sala Lugones), vários salões de exposições e uma galeria de fotografia, e atinge mais de um milhão de espectadores por ano. O teatro, de cariz contemporâneo e desenhado pelos arquitectos argentinos Mário Roberto Alvarez e Macedónio Oscar Ruiz, constitui um dos principais centros culturais de Buenos Aires e tem duas companhias residentes: uma companhia de dança contemporânea, El Ballet Contemporâneo, e uma companhia de marionetas, El Taller-Escuela de Titiriteros del Teatro San Martín.

19.3.13

"O Lamento da Branca de Neve" estreia em França

A obra de Olga Mesa é co-produzida pelo Citemor e foi criada em residência artística em Montemor-o-Velho, em 2010. Estreia amanhã, 20, no Théatre Pôle Sud, em Estrasburgo

Inpirada no filme do cineasta português João César Monteiro e no poema de Robert Walser, a peça "O Lamento da Branca de Neve", da bailarina e coreógrafa espanhola Olga Mesa, decorre nos dias 20 e 21 de Março, no Théatre Pôle Sud, em Estrasburgo. A obra, co-produzida pelo Citemor, pelo Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, FRAC Alsace/Sélestat, e pelo Théatre Pôle Sud estreou em Guimarães - Capital Europeia da Cultura, em Março de 2012, e fez parte da programação do XXVII Festival Internacional Madrid en Danza, em Novembro do ano passado.


Para mais informações visite o site do Théatre Pôle Sud

4.3.13

Depoimento do Presidente do Turismo Centro de Portugal

"O Citemor, estando dinâmico, activo e gozando de boa saúde é, não apenas um elemento captador de públicos, mas também um elemento dinamizador das nossas economias locais. Sabemos que a transversalidade dos públicos pode muito bem alcançar sectores como o comércio, sectores como os serviços e, naturalmente, dar um contributo excepcional para aumentar a nossa competitividade e a nossa atractividade turística."

Depoimento de Pedro Machado, Presidente do Turismo Centro de Portugal, acerca do Citemor.