9.8.12

O presente e a memória

Texto de João Carneiro, publicado no caderno Actual do Expresso a 04.08.2012

O Teatro do Vestido propõe, com "Monstro", um passo para a construção de uma memória nacional

"As coisas começaram de muitas maneiras. Começaram com o Teatro do Vestido e com uma estada no Brasil, em 2005, e com a vontade de desenvolverem um projecto comum aos dois países, Portugal e Brasil. Era o princípio de "Monstro". Por falta de dinheiro, não foi possível estar agora no Brasil, mas entretanto surgiu a hipótese do Citemor, o que foi um bem para todos - para o Citemor, para o Teatro do Vestido, para o público em geral. As coisas começaram também com ideias e preocupações que se têm vindo a agudizar nos últimos tempos e que se prendem com a actual situação económica, social e política.
(...) Os membros do Teatro do Vestido falam e escrevem sobre a situação que se vive agora em Portugal: uma situação de calamidade. Calamidade porque as pessoas não têm dinheiro para comer, para pagar as casas, para ir ao médico; calamidade porque votar já não quer dizer nada, e as pessoas não sentem que podem ter poder sobre os seus destinos, sobre as suas vidas."