12.7.10

Anatomia Poética de Elena Córdoba

Nos últimos anos a coreógrafa Elena Córdoba vem a dedicar-se ao estudo e criação sobre a anatomia humana. O projecto designado "Anatomia Poética" deu até este momento origem a quatro obras para cena, uma instalação fotográfica e várias peças video que realizou em colaboração com Sylvia Calle e que resultam da visita aos museus anatómicos franceses (Musée d'Histoire de la Médecine, Musée de l'Homme, Musée Testut Latarjet e Musée d'Arras) e ao Museo di Anatomia Umana em Nápoles.
O Citemor é co-produtor e apresentará uma nova obra cénica e uma obra video realizada por Sylvia Calle, com sonoplastia de Suzanne Newman. A rodagem teve lugar na última semana de Abril nos Institutos de Anatomia Patológica e de Anatomia Normal da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
Transcrevemos algumas notas publicadas por Elena Córdoba no blog Anatomia Poética após a visita a Coimbra.



O Museu do Silêncio I

Conservar o que há-de decompor-se (o corpo e seus fragmentos) é como tentar enfrascar o ar que sai do nosso corpo, o mais difícil, como conservar o que está dentro de ele. O teatro anatómico da Faculdade de Medicina de Coimbra ensinou-me os passos para esta conservação. Os seus odores ficaram-me colados como prova de que a vida e a morte não se param ainda que necessitemos conservá-las.



O Museu do Silêncio II
"O meu trabalho consiste em levantar o maior número de coisas que resvalaram para fora do mundo e encontrar-lhes o seu valor mais significativo, respeitando as dissonâncias que encerram." El Museo del Silencio, Yoko Ogawa












O Museu do Silêncio III
"E o que falta não se pode contar".
Eclesiatés