23.9.14

“Festas de Garagem” em Coimbra

















O Teatro da Garagem apresenta no Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra, a sua mais recente produção "Festas de Garagem", uma obra escrita e dirigida por Carlos J. Pessoa. A 76ª produção da companhia de Lisboa resulta de uma co-produção com o TNDM II e a sua apresentação chegou a estar prevista no âmbito da última edição do Citemor. A obra decorre esta quinta-feira, 25, às 21h30.
A história da companhia, que tem como referência a dedicação exclusiva à escrita e encenação de Carlos J. Pessoa, cruza-se com a história do Citemor. Presença regular no festival, o Teatro da Garagem realizou em Montemor-o-Velho mais de uma dezena de residências, co-produções e estreias.
Fundada em 1989, a companhia dirige o seu trabalho artístico à pesquisa e experimentação, através da investigação de novas formas de escrita para teatro e de novas formas cénicas que a acompanham. Para além das criações próprias, a companhia sediada no Teatro Taborda, em Lisboa, desenvolve um trabalho com a comunidade através das actividades do Serviço Educativo e dá a conhecer o trabalho de novos criadores com o Ciclo Try Better Fail Better.

Festas de Garagem é uma criação que integra o Ciclo Cara e Coroa, a partir de textos dramáticos portugueses contemporâneos. Este espectáculo, em tom joco-sério, conta a história de um grupo de pessoas que, no impulso da adolescência mítica das festas de garagem, tentam entrar num lugar de divertimento nocturno. Este lugar de eleição não está ao alcance de nenhum deles. Existe uma porteira, Virgínia Magrinha ou Do Lilau, que impede a entrada de toda a gente, incluindo dela própria. Desta situação multiplicam-se peripécias que dão conta de pontos de vista e modos de estar desconcertantes, amorais e patéticos. As personagens fazem-se e refazem-se num alarido verbal em que a afirmação da sua singularidade está sujeita ao disparate, ao paradoxo e à gravitação em torno do abismo ontológico a que se remetem. Neste quadro de expectativa e resignação o “salve-se quem puder” parece tornar-se a moeda corrente.
Maria João Vicente

Mais informações no site do TAGV